Advogada constituída arguida em investigação a processos de imigrantes

Uma advogada com escritório em Lisboa foi constituída arguida na segunda-feira por suspeitas de falsificação de documentos em pelo menos 26 processos de legalização de imigrantes, adiantou a Guarda Nacional Republicana (GNR).

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Segundo informações hoje divulgadas, nas buscas ao escritório, levadas a cabo pela Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF)da GNR, que decorreram na segunda-feira, dia 15, na presença de um juiz de instrução criminal, de um procurador e de um representante da Ordem dos Advogados foram apreendidas “diversas procurações forenses, autos de extravio de documentos de identificação e documentação relacionada com processos de cidadãos estrangeiros”, que serão agora alvo de perícias.

Em causa na investigação que já dura há cerca de um ano estão “suspeitas de falsificação de procurações forenses e autos de extravio de documentos de identificação de cidadãos estrangeiros”.

De acordo com informações prestadas pela GNR, a investigação teve origem numa queixa apresentada em Mafra, por um imigrante que teria sido angariado pelo escritório de advogados neste esquema de falsificação de documentos.

A GNR explicou à Lusa que a advogada constituída arguida tinha um funcionário que se ocupava da angariação de imigrantes, havendo informação de pelo menos 26 processos fraudulentos iniciados através deste esquema.

Ao declarar os documentos de identificação dos imigrantes como extraviados era possível ocultar a data de entrada em território nacional dos imigrantes, fazendo com que a contagem do tempo de permanência em território nacional começasse a contar apenas a partir do momento do pedido de legalização, segundo explicou a GNR.

Para o processo a GNR tentou notificar todos os 26 imigrantes em relação aos quais foi encontrada documentação, mas só conseguiu contactar três, sobretudo porque as moradas indicadas não tinham correspondência com a realidade, mas esta força policial admite também que em alguns casos os imigrantes já não se encontrem em Portugal.

Segundo o comunicado da GNR, “os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste”.

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