A proposta do Governo para rever a legislação laboral foi chumbada esta quinta-feira na Assembleia da República, depois de o CHEGA ter votado contra o diploma, inviabilizando a sua aprovação na generalidade.
O Executivo contou apenas com os votos favoráveis do PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal, enquanto CHEGA, PS, Livre, PCP, Bloco de Esquerda, PAN e JPP votaram contra a iniciativa.
O resultado confirmou o impasse nas negociações entre o Governo e o partido liderado por André Ventura, que nas últimas semanas condicionou a viabilização da proposta à inclusão de um conjunto de medidas que considerava essenciais para os trabalhadores.
Entre as principais exigências apresentadas pelo CHEGA destacavam-se a reposição dos 25 dias de férias, a valorização dos trabalhadores por turnos, o reforço dos direitos das mães durante o período de amamentação, a criação de mecanismos de apoio aos avós cuidadores e a descida da idade da reforma.