Em comunicado, a PJ explicou que os dois suspeitos foram detidos, fora de flagrante delito, através do Departamento de Investigação Criminal de Setúbal.
De acordo com a Judiciária, os factos verificaram-se na terça-feira, às 17h00, “no momento em que os dois jovens acederam ao interior de um pavilhão, localizado no areal da Praia do Dragão Vermelho, na Costa da Caparica”, concelho de Almada, distrito de Setúbal.
O casal, segundo a PJ, terá recorrido à utilização de um isqueiro e ateado fogo, “em conjunto, uma série de objetos que se encontraram no pavilhão, onde em tempos trabalhados um bar de praia”, pode ler-se no comunicado.
“O fogo ateado transformou-se, rapidamente, num incêndio de grandes proporções que, além de ter causado um grande alarme social, destruiu grande parte do pavilhão, provocando prejuízos avaliados em várias centenas de milhares de euros”, destacou a polícia de investigação criminal.
Os dois jovens já foram presentes no primeiro interrogatório judicial, tendo o tribunal determinado que ambos fiquem em prisão preventiva, a medida de coação mais grave.
Na terça-feira, fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal disse à agência Lusa que as autoridades receberam o alerta para este incêndio por volta das 16:00.
O sinistro, no local desse bar na praia do Dragão Vermelho, entrou em fase de rescaldo quase uma hora depois.
Na altura, a Proteção Civil referiu à Lusa que não havia notícias de prejuízos além dos que se registaram no bar onde ocorreu o incêndio.
No combate às chamas envolveu um total de 23 operações, incluindo elementos das corporações de bombeiros de Cacilhas e da Trafaria, apoiadas por 10 viaturas.
As causas do incêndio foram logo a serem investigadas pela Polícia Judiciária.