Jornalistas da agência France-Presse (AFP) testemunharam inúmeras cenas de pânico.
O tremor foi sentido na Colômbia, na capital Bogotá, a cerca de 1.000 quilômetros de distância em linha reta.
Vários portugueses disseram hoje à Lusa estar a tentar ultrapassar o grande susto do intenso sismo que esta noite foi sentido em Caracas, na Venezuela.
“Estamos a tentar deixar de tremer do susto. Foi um sismo intenso ou muito forte e de grande duração, parecia que não terminaria nunca. Ainda estamos preocupados com possíveis implicações”, explicou um comerciante na Agência Lusa.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou o estado de emergência, depois de dois sismos de magnitude 7,5 e 7,2 terem atingido a região central do país, causando danos materiais que ainda estão a ser avaliados.
Delcy Rodríguez anunciou, também na quarta-feira, o encerramento do Aeroporto Internacional de Maiquetía, que atende Caracas, e cancelou as aulas em todo o país durante vários dias.
Num discurso televisivo, Rodríguez disse que o aeroporto, que tem ligações para Portugal, operado pela companhia de bandeira portuguesa TAP, sofreu “graves danos nas infraestruturas” e acrescentou que os serviços de metro e de comboio também foram suspensos.
O presidente cancelou ainda todas as atividades que não eram “serviços essenciais” e indicou que ocorreram temporariamente nos serviços de eletricidade e água e, nos edifícios danificados, o fornecimento de gás natural foi cortado.
“Pedimos à nossa população que mantenha a calma”, disse o chefe de Estado. “Pedimos à união”, acrescentou.
Rodríguez pediu ainda a todos os profissionais de saúde do país que se apresentassem nos hospitais para assistir qualquer pessoa ferida.
Até ao momento, não há registo oficial de feridos ou mortos, apesar da Venezuela já ter registado 20 réplicas.