Portugal passou a integrar o grupo dos dez países da União Europeia com maior proporção de população estrangeira, na sequência da revisão dos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), que confirma uma das mais profundas transformações demográficas registadas no país nas últimas décadas.
Segundo o Diário de Notícias (DN), no final de 2025 os cidadãos estrangeiros representavam 14% da população residente, o equivalente a 1.597.539 pessoas, colocando Portugal ao nível da Bélgica e imediatamente atrás de Espanha no ranking europeu.
A evolução foi particularmente acelerada. Em apenas quatro anos, a percentagem de residentes estrangeiros quase duplicou, passando de 7,1% da população em 2021 para 14% em 2025. Pelo caminho, o peso da população estrangeira subiu para 9,8% em 2022, 12,1% em 2023 e 13,5% em 2024.
Apesar deste crescimento, Portugal continua abaixo de países como o Luxemburgo, onde os estrangeiros representam cerca de 47% da população, Malta, com aproximadamente 30%, e Chipre, que ultrapassa os 24%, refere ainda o DN.
A revisão dos dados coloca Portugal à frente de vários Estados-membros, entre os quais Itália, Grécia, Finlândia e Hungria, aproximando-o dos países europeus com maior peso de residentes estrangeiros.
A comunidade brasileira continua a ser a mais representativa, correspondendo a 35,9% da população estrangeira residente. Seguem-se os cidadãos de Angola e da Índia, que completam o pódio das maiores comunidades estrangeiras em território nacional.
Os números agora divulgados pelo INE confirmam que Portugal passou, em poucos anos, a integrar o grupo dos países da União Europeia onde a população estrangeira assume maior expressão demográfica.