CHEGA quer fechar porta a negócios de familiares de políticos com o Estado

O CHEGA apresentou um projeto de lei para reforçar as regras de transparência e prevenir conflitos de interesses na contratação pública, propondo limitar os negócios entre titulares de cargos políticos e altos cargos públicos e empresas detidas ou controladas por familiares.

© Folha Nacional

A iniciativa altera o Regime do Exercício de Funções por Titulares de Cargos Políticos e Altos Cargos Públicos e surge, segundo o partido liderado por André Ventura, para eliminar lacunas na legislação atual que continuam a permitir situações de favorecimento indireto através de familiares.

Na exposição de motivos, o CHEGA recorda vários casos que marcaram os últimos anos e que suscitaram dúvidas sobre a imparcialidade da contratação pública, defendendo que o atual regime de impedimentos “esvazia” parte do seu objetivo ao permitir que determinados contratos possam ser celebrados através de empresas de familiares dos titulares de cargos públicos.

O partido refere, entre outros exemplos, pareceres da Procuradoria-Geral da República e casos públicos envolvendo membros de anteriores governos, sustentando que a legislação em vigor necessita de ser clarificada para impedir qualquer suspeita de favorecimento.

Caso a proposta seja aprovada, os titulares de cargos políticos e altos cargos públicos deixarão de poder intervir em procedimentos de contratação pública que envolvam empresas onde familiares próximos detenham participações ou exerçam funções de gestão.

As restrições passam a abranger cônjuges, unidos de facto, ascendentes, descendentes e familiares até ao segundo grau da linha colateral, independentemente da percentagem de participação nas empresas.

O projeto a que o Folha Nacional teve acesso determina igualmente que os contratos que não sejam proibidos pela nova lei tenham obrigatoriamente de identificar de forma pública a existência de relações familiares entre os intervenientes, através do Portal BASE e do Portal da Transparência, reforçando os mecanismos de escrutínio público.

Na justificação da iniciativa, o CHEGA invoca ainda dados da Transparency International que colocam Portugal abaixo da média da Europa Ocidental na perceção da corrupção, defendendo que o reforço das regras de incompatibilidades é essencial para aumentar a confiança dos cidadãos nas instituições públicas.

Segundo o partido, o objetivo não é apenas combater situações de corrupção, mas também evitar qualquer aparência de favorecimento ou conflito de interesses, garantindo maior imparcialidade na gestão dos recursos públicos.

A iniciativa enquadra-se no pacote anticorrupção anunciado pelo CHEGA. André Ventura tem defendido que é urgente reforçar a transparência e impedir situações de favorecimento na administração pública.

Se aprovada, a nova lei entrará em vigor no dia seguinte ao da sua publicação em Diário da República.

Últimas do País

Homem de 35 anos foi intercetado durante uma fiscalização quando circulava num velocípede elétrico. Militares encontraram produto suspeito escondido numa embalagem de tabaco de enrolar e o teste confirmou tratar-se de canábis.
Homem de 31 anos era procurado pelas autoridades brasileiras por suspeitas de ter submetido a própria irmã a atos sexuais, em duas ocasiões, em 2016. Foi localizado pela Polícia Judiciária e ficou em prisão preventiva enquanto aguarda o processo de extradição.
Suspeito era considerado amigo da família e terá usado essa relação de confiança para levar a criança até casa, em Portimão. Prometeu-lhe gomas e, já a sós, atraiu-a para o quarto com o pretexto de lhe fazer uma massagem. Foi detido e será presente a primeiro interrogatório judicial.
Operação avaliada em 380 milhões de euros coloca o Estado como segundo maior acionista de referência da REN. O preço acordado representa um prémio superior a 55 milhões face à cotação da participação quando Montenegro anunciou o negócio.
A mãe do menino de três anos encontrado sozinho na madrugada de ontem nas escadas do prédio em que vive, em Braga, já foi localizada e constituída arguida, disse fonte da PSP à Lusa.
O primeiro fogo não atingiu as instalações partidárias e levou ao corte da eletricidade. Três horas depois, um novo foco surgiu dentro da sede e destruiu mobiliário, arquivos e equipamentos.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou no primeiro semestre deste ano 3.673 acidentes com motociclos, que causaram 52 mortos e 342 feridos graves, informou hoje aquela força de segurança.
Requerimento do CHEGA levou o Governo Regional a abrir os números da habitação pública: 1.031 agregados estão em incumprimento, 775 acumulam dívidas há mais de um ano e 106 imóveis encontram-se ocupados ilegalmente ou afetos a realojamentos provisórios. Dívida média entre incumpridores ascende a 2.457 euros.
A PSP do Porto anunciou hoje a apreensão de 4.763 artigos pirotécnicos com um NEQ (Quantidade Líquida de Explosivo) aproximado de 500 quilogramas, num estabelecimento de pirotecnia encerrado há vários anos, por suspeita de laboração sem alvará, na Trofa.
A administração do Hospital São José revelou hoje que os casos sociais estão a bloquear a capacidade de internamento na unidade e a aumentar a pressão nas urgências, que na semana passada tiveram uma procura média de 460 doentes/dia.