CHEGA vota sozinho contra novo Estatuto do Cidadão Apátrida e alerta para mais benefícios sem controlo

O partido liderado por André Ventura foi o único a votar contra o diploma, considerando que o novo Estatuto do Apátrida alarga o acesso à residência, ao SNS, à educação e a outros apoios públicos sem reforçar os mecanismos de fiscalização nem proteger os interesses dos portugueses.

© Folha Nacional

O CHEGA votou contra a aprovação do novo Estatuto do Apátrida, considerando que o diploma representa mais um passo no alargamento de direitos e benefícios a cidadãos estrangeiros, sem que exista um reforço dos mecanismos de fiscalização e controlo. O PSD, PS, Iniciativa Liberal e o Livre votaram a favor.

O novo regime permite que quem requeira o reconhecimento do estatuto de apátrida beneficie de uma autorização de residência provisória, apoio jurídico gratuito, serviços de interpretação e acesso ao Serviço Nacional de Saúde, à educação, ao mercado de trabalho e a programas públicos de emprego e formação profissional, mesmo antes de existir uma decisão definitiva sobre o pedido.

O diploma estabelece ainda que o procedimento tem caráter urgente e gratuito, podendo prolongar-se até nove meses nos casos de maior complexidade, período durante o qual o requerente mantém a autorização de residência provisória.

Para o CHEGA, esta solução ignora os problemas já existentes na imigração e volta a colocar maior pressão sobre os serviços públicos, sem garantir mecanismos eficazes de controlo sobre quem beneficia deste estatuto.

O partido liderado por André Ventura considera ainda que Portugal continua a acumular novos regimes de proteção e benefícios numa altura em que o Serviço Nacional de Saúde, a habitação e outros serviços públicos enfrentam dificuldades crescentes para responder às necessidades dos próprios portugueses.

Últimas do País

Nos primeiros sete meses do ano, morreram menos 487 pessoas relativamente ao mesmo período de 2025, mas aumentaram os óbitos de crianças até um ano, mais 12, totalizando 71.622 mortes, dos quais 147 de bebés, revela o INE.
O jovem detido na quinta-feira em Algés, concelho de Oeiras, por suspeita de matar a mãe, e a sua irmã de 4 anos seriam vítimas de maus-tratos por parte da progenitora, avançou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
Os trabalhadores do INEM pedem a demissão do presidente do organismo em resolução aprovada na Assembleia Geral (AG) que hoje decorreu, convocada pela Comissão de Trabalhadores para discutir as últimas decisões e declarações públicas do presidente.
Uma pessoa morreu atropelada na madrugada de hoje na freguesia da Encosta do Sol, na Amadora.
Cerca de 60 concelhos dos distritos de Bragança, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Faro estão hoje em perigo máximo de incêndio, segundo o Instituto português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A Guarda Nacional Republicana realizou mais de 400 intervenções de proteção e socorro em áreas montanhosas desde 2024, sendo a maioria na Serra da Estrela, contabilizou hoje a corporação.
O Sistema Nacional de Farmacovigilância (SNF) recebeu 12.349 notificações de suspeitas de reações adversas a medicamentos em 2025, mais 9,2% do que em 2024, um aumento atribuído pelo Infarmed ao maior envolvimento de profissionais de saúde e cidadãos.
Os tempos médios de espera para primeira observação ultrapassaram hoje as 11 horas na urgência do hospital do Barreiro, na Unidade Local de Saúde (ULS) do Arco Ribeirinho, segundo o portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
As forças de segurança vão reforçar a fiscalização nas estradas no próximo fim de semana, anunciou hoje o ministro da Administração Interna, salientando que a aposta será na imprevisibilidade, pelo que os polícias não estarão sinalizados.
Uma turista sueca, de 42 anos, foi atingida por uma bala perdida durante um confronto na Baixa de Lisboa. o suspeito de etnia cigana, também investigado por violência doméstica e sequestro, saiu em liberdade após ser ouvido em tribunal.