“Nós estamos outra vez com incêndios no nosso país, nada foi feito durante um ano para evitar que os incêndios acontecessem e eu espero que o senhor primeiro-ministro não cometa o mesmo erro político do ano passado de estar ausente da coordenação dos esforços contra os fogos”, disse André Ventura, em declarações aos jornalistas, no parlamento.
Para o presidente do CHEGA, depois de Luís Montenegro ter estado em Toronto, no Canadá, a acompanhar o jogo de Portugal no Mundial de futebol de 2026 desta noite, é preciso que o chefe do executivo “volte para Portugal” e “assuma o combate contra os fogos como a grande prioridade deste momento”.
Já sobre a polémica em torno dos exames nacionais, Ventura espera que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, “consiga apurar a sua própria irresponsabilidade e perceber que este sofrimento às famílias, aos pais e aos alunos era absolutamente desnecessário”.
“E espero que o senhor primeiro-ministro, quando regresse, que penso que deverá acontecer hoje, consiga chamar e dar um puxão de orelhas ao senhor ministro da Educação pela incompetência que está a ter, sobretudo numa matéria tão importante como esta da educação”, apelou.
Na opinião de André Ventura, numa fase em que os exames estão a decorrer, “é importante que não haja criação de instabilidade”.
“O que o ministro tem é que garantir que as condições existem para que os exames e estas fases de avaliação possam ser levadas a cabo”, reiterou, lamentando o que se está a passar sobre este tema.
Para o líder do CHEGA, este adiamento decidido hoje da segunda fase “não é apenas casual ou circunstancial”.
“Houve uma escolha política que este ministro da Educação levou a cabo para fazer nos serviços da educação uma reforma administrativa, uma remodelação que, na verdade, acabou por ser um desmantelamento, que está agora a verificar-se cruel e absolutamente consequente do ponto de vista negativo na vida das pessoas”, criticou.
Ventura considerou que “este adiamento de exames não é fruto de uma circunstância extraordinária, é fruto de erros consecutivos que o ministro da Educação levou a cabo”.
“O Governo tem de deixar de pretender que fazer reformas é destruir aquilo que existe e colocar o incerto dentro do certo. A prova está aqui. Quiseram fazer uma reformulação qualquer dos serviços do Ministério da Educação e agora são os alunos que pagam e são os pais que pagam”, condenou.
A divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens das provas para corrigir.
A decisão foi anunciada hoje pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) que reconhece “as dificuldades informáticas” do processo de classificação eletrónica dos Exames do ensino secundário, admitindo que ainda não está “concluída a distribuição dos itens para classificação” por todos os professores classificadores.