Ventura quer responsáveis pela invasão do seu gabinete afastados da política

O presidente do CHEGA, André Ventura, afirmou que os responsáveis pela invasão do seu gabinete devem ser afastados "da Assembleia da República e da vida política".

Em declarações aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa, o líder do CHEGA foi questionado sobre o desafio deixado na segunda-feira por Rui Tavares aos restantes partidos para que as pessoas cuja responsabilidade seja apurada sejam “banidos de qualquer associação ao Parlamento”.

“Sim, evidentemente. Da Assembleia da República e da vida política, porque aquilo que aconteceu foi um ataque à democracia e às instituições também, sendo o CHEGA ou outro partido qualquer. Nós não podemos tolerar este tipo de ataques”, respondeu.

André Ventura considerou que “este tipo de situações, assim como das ameaças”, são “insustentáveis, são inaceitáveis”.

“Não podemos ter um Parlamento que vive bem com um partido ou dois ou três serem ameaçados no seu próprio espaço e no seu próprio território, nem vandalizados, nem ameaçados”, salientou.

Ventura indicou que o partido é o principal interessado em que os responsáveis sejam encontrados e espera que a investigação chegue a conclusões rapidamente, mas disse ainda não ter novidades.

No dia de manhã 28 de julho, o CHEGA divulgou um vídeo nas redes sociais dando conta de que o gabinete de André Ventura na Assembleia da República tinha sido invadido e remexido. A PJ esteve no local a fazer diligências e o líder do CHEGA disse terem desaparecido documentos relativos à comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves à frente da PJ e outros referentes ao gabinete do primeiro-ministro.

Questionado sobre o conteúdo desses documentos, André Ventura não quis detalhar e disse serem “elementos sobre a CPI, sobre o SIRESP” que na comissão de inquérito “poderão averiguar”.

“São documentos que pessoas corajosas nos fizeram chegar e estou certo que continuarão a fazer chegar”, indicou, revelando também que quem enviou os documentos que terão desaparecido ainda não voltou a fazê-lo entretanto.

 

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