Ventura acusa Governo de “péssima gestão” e “enorme incompetência”

O presidente do Chega considerou ontem que os dados sobre a dívida pública evidenciam uma "péssima gestão" do Governo, além de uma "enorme incompetência", e defendeu que este "é um dado que não deve ser desvalorizado".

Estas críticas foram deixadas por André Ventura numa conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa.

“A verdade é que terminamos esta sessão legislativa com dados particularmente preocupantes. O aumento da dívida pública, que hoje o primeiro-ministro desvalorizou, é um dado que não deve ser desvalorizado”, afirmou.

O líder do CHEGA afirmou que “Portugal continua a ser um país endividado e, apesar de todas as promessas da AD, apesar de todos os cortes prometidos pela AD e pela contenção, apesar de todas as medidas de não apoio como forma de responsabilidade, nas tempestades, nos incêndios, em todos os momentos da vida nacional, chegamos ao final da sessão legislativa com uma brutal dívida de 92,9% do PIB”.

“É por isso legítimo, com esta deterioração de desempenho da economia portuguesa, com esta deterioração de desempenho das empresas públicas, com esta deterioração clara da despesa pública não controlada, que nós estamos num cenário económico de péssima gestão, de enorme incompetência, mas sobretudo de enorme interrogação, para onde, a que título e de que forma está a ser canalizado este dinheiro”, criticou.

O presidente do CHEGA apontou igualmente um “aumento descontrolado” da despesa líquida e referiu a queda de 98% do resultado líquido agregado das 126 empresas do Estado, em 2025.

Ventura rejeitou também que as medidas aprovadas pela oposição, à revelia dos partidos que sustentam o Governo, como a isenção de portagens, possam “ter provocado estes resultados económicos mais deteriorados”, sustentando que “tudo isto é residual no PIB português”, com um impacto “de menos de 1%”.

O presidente do CHEGA pediu também ao Governo que, no próximo Orçamento do Estado, “perceba a sua consciência social, de que não pode deixar uma população inteira à sua sorte, ou que pelo menos apresente dados sólidos e contas seguras e certas, que permitam perceber que os sacrifícios que feitos não são para encher os gabinetes de Governo, ministros ou entidades estatais, ou não são para pagar reformas ou mais gastos às instituições públicas, são verdadeiramente porque para endireitar as contas públicas”.

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