A auditoria às contas da PJ de 2023 identificou pelo menos duas situações consideradas irregulares. Uma envolve um contrato de fornecimento de combustível com a Petrogal que começou a ser executado antes de estar formalmente assinado. A outra diz respeito a um contrato por ajuste direto com a agência de viagens Clube Viajar, cuja justificação de “urgência imperiosa” foi considerada irregular pelo Tribunal de Contas.
De acordo com o Público, Luís Neves podia ter evitado o julgamento pagando voluntariamente as multas previstas na lei. No entanto, decidiu contestar as acusações, fazendo com que o processo avance para tribunal. No mesmo processo é também julgada a antiga diretora nacional adjunta da PJ, Luísa Proença.
Esta é mais uma polémica a atingir Luís Neves, poucos dias depois de ter sido conhecido que o Tribunal de Contas já tinha identificado irregularidades na sua gestão da Polícia Judiciária. Apesar das justificações apresentadas pelos responsáveis, o Tribunal de Contas concluiu existirem fundamentos para avançar com o julgamento.
O caso representa mais um revés para o ministro da Administração Interna, que vê o seu nome voltar a ser associado a alegadas irregularidades relacionadas com a gestão da Polícia Judiciária.