Estrangeiros em Portugal aumentaram em 2022 pelo sétimo ano consecutivo e são mais de 750 mil

A população estrangeira residente em Portugal aumentou em 2022 pelo sétimo ano consecutivo, totalizando 757.252, e as comunidades brasileira e indiana foram as que mais cresceram, anunciou o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Dados do SEF mostram que Portugal registou, no final do ano passado, 757.252 estrangeiros com residência, um aumento verificado pelo sétimo ano consecutivo e mais 58.365 (8,3%) do que em 2021.

Segundo o SEF, os cidadãos brasileiros mantêm-se como a principal comunidade estrangeira residente no país, num total de 233.138 pessoas, mais 28.444 (13%) do que em 2021.

Os indianos residentes em Portugal aumentaram também 13% em 2022, passando de 30.251 para 34.232, e são agora a quarta comunidade mais numerosa no país.

Os nepaleses passaram a constar das 10 maiores comunidades estrangeiras em Portugal, com 23.441 cidadãos com residência legal no país, ocupando agora o lugar dos chineses.

De acordo com o SEF, as principais comunidades estrangeiras residentes em Portugal são de cidadãos do Brasil (233.138), do Reino Unido (36.639), de Cabo Verde (35.744), da Índia (34.232), de Itália (33.707), de Angola (30.417), de França (27.614), Ucrânia (26.898), Roménia (23.967) e Nepal (23.441).

No que diz respeito ao fluxo migratório, o SEF indica que foram emitidos 113.090 novos títulos em 2022, mais 1.779 do que em 2021.

Também a maior parte dos novos títulos foram atribuídos a brasileiros (38.889), seguindo-se italianos (5.903) e angolanos (5.652).

Entre os novos títulos, O SEF atribuiu ainda 5.651 a cidadãos da Índia, 4.243 do Bangladesh e 3.017 do Paquistão

Últimas do País

Álcool ao volante, permanência ilegal em Portugal, armas proibidas, droga e documentos falsificados. Uma operação especial da GNR realizada nos concelhos de Grândola, Moita e Sesimbra terminou com 16 pessoas detidas, 60 autos de contraordenação e várias apreensões.
Homem de 33 anos era procurado pelas autoridades brasileiras para cumprir cinco anos de prisão pelo sequestro da ex-companheira, mãe dos seus filhos. O crime ocorreu em 2017 e o suspeito refugiou-se em Portugal em 2022, depois de ter conhecimento da acusação. Foi agora localizado e detido pela PJ na Guarda.
Mulher é suspeita de ter incendiado uma maca nas Urgências do Hospital de Santa Maria e, depois de abandonar o local, uma viatura estacionada no parque da unidade hospitalar. A Polícia Judiciária deteve a paciente após esta ter recebido alta.
O corpo de um homem aparentando "entre os 30 e os 40 anos" foi hoje encontrado no areal, no norte do concelho da Figueira da Foz, após um popular ter dado o alerta, disse o comandante da capitania.
Mais de mil menores ficaram órfãos entre 2004 e 2018 na sequência de crimes em contexto familiar. E a tragédia continua: desde 2020, pelo menos outros 72 menores ficaram sem um dos progenitores na sequência de crimes associados à violência doméstica.
Dois homens, de 36 e 47 anos, foram detidos no Aeroporto Humberto Delgado quando, segundo a Polícia Judiciária, se preparavam para introduzir em Portugal cocaína suficiente para cerca de 342 mil doses individuais. Ambos ficaram em prisão preventiva.
Tribunal de Loures condenou a 16 anos de prisão um professor de música, de 40 anos, por crimes cometidos contra uma jovem que tinha apenas 12 anos quando começaram os contactos de natureza sexual. Os abusos prolongaram-se durante vários anos. Arguido terá ainda incentivado a troca e o armazenamento de vídeos pornográficos e terá de indemnizar a vítima em 56 mil euros.
Tinha sido autuado por conduzir sob o efeito do álcool e notificado de que estava impedido de conduzir. Ainda assim, voltou ao carro e arrancou em fuga. Dois agentes da PSP foram atingidos e ficaram feridos durante a madrugada desta segunda-feira, em Portimão.
O tempo de espera nas urgências voltou esta segunda-feira a subir em alguns hospitais, com doentes urgentes a aguardarem quase 10 horas para serem vistos por um médico, segundo o portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Mais de 60 concelhos de 10 distritos de Portugal continental estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, num dia em que as temperaturas máximas vão continuar elevadas na generalidade do território, segundo o IPMA.