Montepio fechou 89 balcões e reduziu 527 trabalhadores de outubro de 2020 a dezembro de 2022

O banco Montepio encerrou, entre outubro de 2020 e dezembro de 2022, 89 balcões, dos quais 15 no ano passado, reduzindo ainda, no mesmo período de cerca de dois anos, 527 trabalhadores, de acordo com um comunicado hoje divulgado.

Na nota, publicada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a dar conta dos resultados do banco de 2022, o Montepio fez um balanço do seu ajustamento operacional.

“No âmbito da implementação do processo de ajustamento da rede de retalho, e após adequadas análises relacionadas com a cobertura geográfica, rendibilidade e dimensão do mercado, o Banco Montepio encerrou 89 balcões (-27%) entre outubro de 2020 e dezembro de 2022, dos quais 15 (-6%) durante o ano de 2022”, indicou.

Assim, no final do ano passado, o Montepio tinha 239 balcões em Portugal.

A instituição revelou ainda que o seu quadro de trabalhadores “totalizava, no final de 2022, 3.406 pessoas, tendo-se registado uma diminuição de 527 (-13%) face a outubro de 2020”, sendo que “a implementação do Programa de Reformas Antecipadas e Rescisões por Mútuo Acordo iniciada no quarto trimestre de 2020 foi responsável por 87% da redução verificada”.

Em 2022, a instituição reduziu o seu quadro de trabalhadores em 72 pessoas, informou.

De acordo com a informação hoje divulgada pelo banco, o Montepio registou uma redução dos custos operacionais de 254,4 milhões de euros em 2021 para 246,4 milhões de euros em 2022, “traduzindo uma diminuição de 8 milhões de euros consubstanciada nas descidas verificadas nos custos com pessoal em 6,5 milhões de euros (-4,1%), capturando as sinergias resultantes da implementação do plano de ajustamento do quadro de trabalhadores, nos gastos gerais administrativos em 1,6 milhões de euros (-2,5%) e nas depreciações e amortizações em 0,1 milhões de euros (-0,1%)”.

Além disso, indicou o banco, “excluindo os custos extraordinários e não recorrentes relacionados com o programa de ajustamento do quadro de trabalhadores, os custos com pessoal em 2022 registaram uma diminuição de 2,2% (-3,2 milhões de euros) face ao valor de 2021”.

O Montepio revelou também que “o total das responsabilidades com o Fundo de Pensões no final de 2022 ascendeu a 648,4 milhões de euros, evidenciando uma diminuição de 207,9 milhões de euros face ao valor contabilizado no final de 2021, suportada, essencialmente, no registo de desvios atuariais positivos resultantes da alteração dos pressupostos relacionados com a taxa de desconto, com a evolução dos salários e das pensões e com as tábuas de mortalidade”.

Assim, o valor dos ativos do Fundo de Pensões “totalizou 787 milhões de euros em 31 de dezembro de 2022, registando uma diminuição de 79,2 milhões de euros face ao valor apurado no final de 2021”.

O Montepio registou, no ano passado, um resultado positivo consolidado de 33,8 milhões de euros, cinco vezes mais do que os 6,6 milhões de euros registados no final de 2021, adiantou a instituição.

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