Ventura acusa Gomes Cravinho de querer mandar no Parlamento

Folha Nacional

O presidente do Partido CHEGA, André Ventura, não poupou o ministro Gomes Cravinho a críticas por ter convidado o presidente do Brasil a discursar na cerimónia comemorativa do 25 de Abril sem que o tema tivesse sido discutido e aprovado pelos grupos parlamentares.

“Quero hoje assinalar o desrespeito enorme que o senhor Ministro teve ontem para com esta casa, o desrespeito enorme que teve ontem para com este Parlamento, e o desrespeito enorme que teve para com a maioria dos democratas portugueses”, começou por dizer André Ventura.

Duro nas críticas, André Ventura deixou claro ao ministro que “não é a si que lhe compete, enquanto ministro do governo, anunciar quem discursa nesta casa, e se esse convite já nos envergonharia a todos e certamente envergonhará a maioria do povo português, não seria a si, mas à conferência de líderes e ao presidente da Assembleia da República que competiria esse anúncio”.

“Isto é vergonhoso e deve-se à sua ação. Não sei se foi para desviar as atenções de outra coisa qualquer, mas só levou a um enorme desrespeito aqui ao Parlamento e portanto, senhor ministro, eu não podia deixar passar este momento sem deixar esta nota de repúdio político por, pela primeira vez, a cerimónia do 25 de Abril – que deveria ser de todos os portugueses –vai, pela primeira vez, ser altamente partidarizada”, rematou o Presidente do CHEGA.

Últimas de Política Nacional

Compra da nova sede do Banco de Portugal (BdP) volta a estar sob escrutínio político, com o partido liderado por André Ventura a apontar falhas na transparência.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse esta quarta-feira que recebeu da parte do Governo a indicação de abertura para alterações à reforma do Estado em “todos os pontos” que o partido tinha apontado.
Ventura trava luz verde ao Governo e avisa: propostas levantam “riscos graves de corrupção” e fragilizam controlo do dinheiro público.
O depoimento de Cristina Vaz Tomé não convenceu e é apontado como insuficiente. O partido liderado por André Ventura quer novo escrutínio para esclarecer responsabilidades políticas e operacionais.
André Ventura é apontado como principal líder da oposição pelos inquiridos, reunindo mais de metade das preferências e destacando-se claramente dos restantes líderes partidários
O Parlamento elegeu André Ventura como membro do Conselho de Estado, no âmbito de uma lista que garantiu a maioria dos lugares neste órgão consultivo do Presidente da República.
O antigo secretário de Estado socialista Tiago Antunes falhou hoje a eleição para o cargo de provedor de Justiça ao alcançar um resultado inferior a dois terços, tendo apenas 104 votos favoráveis num total de 230 deputados.
O CHEGA acusou hoje o Governo de atirar "dinheiro fora" na saúde e deixar cair novas unidades. André Ventura referiu que "311 milhões de euros foram alienados do PRR e coisas como o Hospital Oriental de Lisboa já não vão avançar".
O líder do CHEGA acusou o Governo de ignorar o impacto real do aumento do custo de vida, questionando a ausência de medidas concretas para aliviar os preços dos combustíveis, da alimentação e a carga fiscal sobre as famílias.
Um mês depois de uma polémica envolvendo alegado favorecimento, o Secretário de Estado da Gestão da Saúde foi exonerado a seu pedido, sendo substituído de imediato por um gestor com longa carreira financeira.