Ventura acusa Gomes Cravinho de querer mandar no Parlamento

Folha Nacional

O presidente do Partido CHEGA, André Ventura, não poupou o ministro Gomes Cravinho a críticas por ter convidado o presidente do Brasil a discursar na cerimónia comemorativa do 25 de Abril sem que o tema tivesse sido discutido e aprovado pelos grupos parlamentares.

“Quero hoje assinalar o desrespeito enorme que o senhor Ministro teve ontem para com esta casa, o desrespeito enorme que teve ontem para com este Parlamento, e o desrespeito enorme que teve para com a maioria dos democratas portugueses”, começou por dizer André Ventura.

Duro nas críticas, André Ventura deixou claro ao ministro que “não é a si que lhe compete, enquanto ministro do governo, anunciar quem discursa nesta casa, e se esse convite já nos envergonharia a todos e certamente envergonhará a maioria do povo português, não seria a si, mas à conferência de líderes e ao presidente da Assembleia da República que competiria esse anúncio”.

“Isto é vergonhoso e deve-se à sua ação. Não sei se foi para desviar as atenções de outra coisa qualquer, mas só levou a um enorme desrespeito aqui ao Parlamento e portanto, senhor ministro, eu não podia deixar passar este momento sem deixar esta nota de repúdio político por, pela primeira vez, a cerimónia do 25 de Abril – que deveria ser de todos os portugueses –vai, pela primeira vez, ser altamente partidarizada”, rematou o Presidente do CHEGA.

Últimas de Política Nacional

André Ventura levou ao debate quinzenal 47 páginas de propostas para alterar a reforma laboral, defendendo o regresso dos 25 dias de férias, a valorização de quem trabalha por turnos e uma revisão das regras de acesso aos apoios sociais.
O líder do CHEGA anunciou esta terça-feira que a reunião que teve com o primeiro-ministro sobre as alterações à lei laboral terminou sem acordo e indicou que o partido e o Governo vão "continuar a trabalhar" nas próximas horas.
O presidente do CHEGA, André Ventura, confirmou hoje que vai voltar a reunir-se com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, sobre a reforma laboral e pediu um compromisso escrito em relação à idade da reforma.
O Parlamento vota hoje uma lista conjunta PSD, CHEGA e PS para a eleição de quatro novos juízes candidatos ao Tribunal Constitucional (TC) e também a candidata proposta pelos socialistas para provedora de Justiça, Luísa Neto.
O Presidente do CHEGA defendeu hoje a confirmação do decreto do Parlamento sobre a utilização de bandeiras em edifícios públicos vetado pelo chefe de Estado, considerando que existe uma maioria suficiente para o fazer.
O Presidente do CHEGA afirmou hoje que não foi possível chegar a um entendimento com o Governo sobre a reforma laboral, depois de ter estado reunido com o primeiro-ministro, e reiterou que votará contra "se tudo se mantiver como está".
O primeiro-ministro e o presidente do CHEGA estão reunidos em São Bento, encontro que o gabinete de Luís Montenegro apenas confirma como "reunião de trabalho".
O CHEGA considera que "há caminho para andar" para um acordo com o Governo visando a viabilização da proposta do executivo que cria a prestação social única (PSU).
O presidente do CHEGA disse hoje que o seu partido poderá viabilizar a criação da Prestação Social Única (PSU) na generalidade se o PSD aceitar limitar os apoios sociais para imigrantes, desafiando os sociais-democratas a aceitar esse "compromisso".
O CHEGA/Açores apresentou dois requerimentos no parlamento açoriano a questionar o Governo Regional sobre "a exclusão" dos agricultores açorianos de apoios extraordinários aprovados pela República e sobre "a falta de limpeza" no Porto dos Carneiros, na Lagoa.