São necessários 200 pedopsiquiatras para responder às necessidades

©SNS

O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, reconheceu hoje que há um défice de pedopsiquiatras no Serviço Nacional de Saúde (SNS) em relação às necessidades, estimando que seriam necessários cerca de 200 especialistas e existem 132.

O jornal Público noticia hoje que faltam pedopsiquiatras e outros técnicos no SNS e que há hospitais em que o tempo de espera para uma consulta ascende a 200 dias e são precisas mais camas de internamento.

Questionado sobre esta situação à margem de uma visita ao serviço de urgência do Hospital Fernando Fonseca, que serve os concelhos de Amadora e Sintra, Manuel Pizarro assegurou que estão a trabalhar para alargar o atendimento às questões de saúde mental, mas esclareceu que estes problemas não são só tratados por especialistas em psiquiatria da infância e da adolescência.

O ministro adiantou que estes especialistas “são necessários, felizmente, apenas para os casos mais graves e mais complexos, havendo “muitos outros casos que podem ser tratados pelos médicos de família, pelos psicólogos nos centros de saúde, que é preciso aumentar mais, e por outros profissionais de saúde.

“Felizmente a maior parte dos casos não precisam da intervenção de um médico dessa especialidade, porque esse sim é um constrangimento”, disse, reconhecendo que têm “médicos de pedopsiquiatria a menos no Serviço Nacional de Saúde em relação às necessidades”.

Manuel Pizarro referiu que estão a formar mais médicos, mas têm que fazer ao mesmo tempo formação e ter capacidade de atração desses médicos, havendo algumas regiões do país que têm carências mais significativas.

Salientou ainda que estão “a aumentar muito” as equipas de saúde mental comunitária, adiantando que, através do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foram criadas 10 novas equipas em 2022 e vão ser criadas mais 10 este ano.

Por outro lado, disse, estão a aumentar o recrutamento de psicólogos que “não é ainda suficiente”, apesar de nos últimos três anos terem entrado 90 psicólogos para os centros de saúde e nos últimos seis anos terem sido admitidos 1.000 psicólogos nas escolas.

“Isso significa que nós estamos atentos a este problema e à necessidade de dar uma resposta” nesta área, rematou Manuel Pizarro.

Últimas do País

O primeiro dia da grave dos guardas prisionais na cadeia de Vale de Judeus, Alcoentre, teve esta terça-feira uma adesão de 90%, segundo o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP).
A água não faturada representa 27% do total de água que é tratada para consumo: cerca de 190 milhões de metros cúbicos de água boa para consumo perde-se, o equivalente a 8,7 piscinas olímpicas de água por hora.
A PSP apreendeu no ano passado mais de 6.470 quilos (kg) de droga e deteve 2.949 suspeitos por crime de tráfico, a maioria em Lisboa, Porto e Setúbal, informou hoje aquela força de segurança.
Mais de metade dos portugueses tem défice de sono, um problema de saúde pública que tem razões socioeconómicas e que representa um risco de surgimento de doenças metabólicas e cardiovasculares, alertou hoje o especialista Joaquim Moita.
O mês passado foi o fevereiro mais chuvoso dos últimos 47 anos e o oitavo mais quente desde que há registos (1931), segundo o boletim climatológico para o continente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O setor vitivinícola colocou, no ano passado, no mercado 726 milhões de litros de vinho para consumo interno e exportação, uma redução de 23 milhões de litros face a 2024, indicou o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV).
Um homem detido por suspeita de sequestro, violação agravada e violação de domicílio ou perturbação da vida privada de uma adolescente de 14 anos, sua vizinha, no concelho de Loures, ficou em prisão preventiva, informou hoje a PJ.
Seis associações representativas dos militares das Forças Armadas e da GNR solicitaram hoje reuniões ao Presidente da República e ao primeiro-ministro sobre os cortes no cálculo da pensão de reforma, considerando ser urgente uma reversão do atual regime.
O mau tempo afetou 2.661 agricultores, no Norte, que reportaram prejuízos na ordem dos 50,3 milhões de euros, dos quais 62% estão relacionados com a queda de muros, segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.
O conflito entre a Flixbus e a Rede Expressos sobre o acesso ao terminal rodoviário de Sete Rios, em Lisboa, mantém-se, com a gestora da infraestrutura a alegar que o tribunal não determina a entrada automática da concorrente na infraestrutura.