Trabalhadora do MNE no estrangeiro processa Estado português por não ter reforma

© Ministério dos negócios estrangeiros

Uma trabalhadora do Estado português, que atingiu a idade da reforma sem direito a qualquer pensão, apresentou hoje uma ação judicial em que exige ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) uma indemnização vitalícia equivalente ao seu último ordenado.

Segundo a secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCMD), Rosa Teixeira, casos como o da cidadã sul-africana, que trabalhou na Embaixada de Portugal na África do Sul, de 1973 até março de 2020, quando atingiu 70 anos de idade, existem um pouco por todo o mundo.

O sindicato estima que entre 70 a 80 trabalhadores das embaixadas e consulados de Portugal no mundo atingiram a idade da reforma sem direito a um único euro de pensão.

Para resolver a situação desta cidadã, que sexta-feira completa 73 anos, o STCMD está a ajudá-la com uma ação judicial contra o Estado português, que acusam de não cumprir com a sua obrigação de proteção à saúde enquanto estava no trabalho, reclamando uma indemnização por chegar à idade de reforma e não ter nenhum direito a uma pensão.

“O que pedimos neste processo é que o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, como não fez o necessário para ter esta trabalhadora numa situação normal, seja condenado a pagar a sua última remuneração até à sua morte”, disse a sindicalista.

Com esta indemnização, o sindicato pretende que a trabalhadora termine a sua vida com “alguma dignidade”.

Rosa Teixeira revelou que num recente encontro com a tutela, foi avançado que existem 240 trabalhadores (portugueses e estrangeiros ao serviço nas embaixadas e consultados portugueses no estrangeiro) que não estavam inscritos em sistemas de proteção social.

Desses 240, os serviços identificaram 71 situações pendentes, com 39 em vias de resolução, referiu

Últimas do País

A greve de 24 horas dos trabalhadores não docentes, convocada pelo Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (Sinape), fechou esta manhã várias escolas secundárias e básicas nos distritos de Lisboa, Coimbra e Setúbal, constatou a Lusa no local.
O sistema informático do SNS está em baixo desde cerca das 10h00 desta segunda-feira em várias unidades locais de saúde, impedindo os médicos de passar receitas e de aceder aos processos eletrónicos dos doentes, alertou esta segunda-feira a Fnam. A RTP apurou que as falhas estão a registar-se a nível nacional.
Um em cada três concelhos portugueses tem, pelo menos, 10% de residentes de nacionalidade estrangeira. No Algarve, há municípios onde esta população ultrapassa os 40%.
Informações falsas e práticas potencialmente perigosas preocupam os médicos. Ordem exige mais fiscalização para proteger os doentes.
Manuel Pinho foi condenado a oito anos e meio de prisão, mas nunca cumpriu um único dia numa cadeia. O antigo ministro de José Sócrates passou quase cinco anos em prisão domiciliária, na sua quinta, em Braga, antes de recuperar a liberdade.
Sondagem da Intercampus revela que os portugueses não acompanham a decisão antecipada do líder socialista de viabilizar o Orçamento do Estado para 2027.
Mais de 91% das Unidades de Saúde Familiares registaram no último ano três ou mais episódios de indisponibilidade de aplicações informáticas e mais de 82% registaram falhas de material básico, revela um estudo que é esta sexta-feira apresentado.
A GNR deteve um homem de 22 anos na Maia por suspeita de tráfico de droga e ameaças com arma de fogo, numa investigação que envolveu os concelhos de Gondomar e Porto. Além do suspeito, dois homens e uma mulher foram constituídos arguidos.
Uma massa de ar quente do norte de África vai atravessar Portugal esta sexta-feira e sábado, trazendo poeiras em suspensão que podem ter efeitos sobre a saúde, sobretudo da população mais sensível, alertou a Direção-Geral da Saúde (DGS).
Adolescente foi atingido durante uma rixa entre jovens, na Abrunheira. Vítima sofreu uma perfuração pulmonar e foi transportada para o Hospital Amadora-Sintra, onde poderá ser operada.