Profissionais da educação acampados junto a escola de Armação de Pêra

©D.R.

Cerca de duas dezenas de professores e funcionários escolares permanecem acampados, junto à Escola EB 2,3 de Armação de Pera, no Algarve, numa vigília de protesto “contra o atual estado” da escola pública, disse hoje um dos organizadores.

Organizada pelos professores do Agrupamento de Escolas Silves Sul, no distrito de Faro, a ação de protesto teve início no domingo, pelas 18:00, e vai prolongar-se até quarta-feira.

“Esta é mais uma forma de nos manifestarmos, de mostrarmos o nosso descontentamento e de sermos ouvidos desde que nos colocaram os serviços mínimos e nos cortaram o direito à greve”, disse à Lusa o professor Vasco Dantas, um dos organizadores do protesto.

Nas cerca de 20 tendas montadas junto ao estabelecimento de ensino, os profissionais de educação “vão-se revezando ao longo do dia, de acordo com o horário escolar, e à noite trocam o conforto do lar pela pernoita nas tendas”, indicou aquele docente.

“O objetivo é manter esta vigília até quarta-feira, dia em que seguiremos em marcha silenciosa até à Junta de Freguesia de Armação de Pera, para ali depositarmos a urna que simboliza a morte da escola pública”, sublinhou.

De acordo com Vasco Dantas, no primeiro dia, várias as pessoas juntaram-se aos profissionais escolares “nomeadamente encarregados de educação, representantes da comunidade e de oito agrupamentos de escolas do Algarve que se propõem realizar ações semelhantes nas escolas onde lecionam”.

“Queremos manter acesa a nossa luta pela dignidade dos professores e pela defesa da escola pública e esperamos que a nossa ação possa ser replicada um pouco por todo o país”, concluiu.

Últimas do País

Luís Montenegro deslocou-se ao Algarve para participar num torneio de golfe ao lado do empresário Manuel Violas, proprietário do Grupo Solverde, que mantinha uma relação comercial com a Spinumviva. O primeiro-ministro ficou alojado num hotel de cinco estrelas pertencente ao grupo.
O partido liderado por André Ventura apresentou uma proposta para o Orçamento do Estado para 2027 que pretende dar prioridade no acesso às creches aos filhos de cidadãos portugueses que exerçam uma atividade profissional.
A Proteção Civil alertou hoje para o risco de inundações e cheias em Portugal continental devido à passagem da depressão Bruna, que irá provocar chuva e vento fortes e agitação marítima.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve entre domingo e hoje 10 pessoas no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, suspeitas de utilizarem documentos falsificados em voos provenientes de Atenas, na Grécia.
O IPMA alertou para chuva, vento e agitação marítima no continente a partir de domingo, devido à depressão Bruna, que deverá afetar o país até 13 de novembro.
A PSP recebeu hoje de manhã um alerta de ameaça de bomba num avião da Ryanair que iria sair do aeroporto de Lisboa com destino a Roma, revelou hoje aquela polícia.
Dois homens, de 24 e 27 anos, foram detidos pela PSP depois de transformarem dois apartamentos municipais devolutos, na Quinta do Loureiro, em Lisboa, em armazéns de droga. A operação permitiu apreender 23 quilos de heroína, a maior quantidade desta substância confiscada este ano pelas forças de segurança portuguesas, além de cocaína, haxixe, liamba, dinheiro e munições.
Um adolescente de 15 anos foi identificado pela Polícia Judiciária como suspeito de violar e roubar uma rapariga menor de idade no interior do prédio onde esta reside, em Oeiras. O jovem está ainda indiciado por outros crimes de roubo e agressão. Por ter menos de 16 anos, não pode ser responsabilizado criminalmente, tendo sido entregue ao pai e apresentado ao Tribunal de Família e Menores.
A Polícia Judiciária de Aveiro deteve um homem de 34 anos suspeito de usar receitas falsas para comprar medicamentos que seriam utilizados para fabricar drogas ou para consumo direto, segundo informou o órgão de polícia criminal.
Uma mulher espanhola foi detida em Badajoz, suspeita de ter vendido os seis filhos, com idades entre um e 11 anos, a outras famílias. Duas das crianças, de um e três anos, foram localizadas em Portugal e encaminhadas para instituições de acolhimento.