Parlamento volta a rejeitar vice-presidência ao CHEGA (pela quarta vez)

© Folha Nacional

A Assembleia da República voltou a rejeitar mais um nome indicado pelo CHEGA para a vice-presidência do Parlamento, desta feita o deputado Jorge Galveias, que também é presidente da Mesa Nacional do Partido CHEGA.

Esta é a quarta vez que um nome apresentado pelo CHEGA é rejeitado pelo Parlamento, o que vai contra o espírito daquilo que prevê o artigo 175.º da Constituição, onde é referido de forma explicita “quatro Vice-Presidentes eleitos sob proposta dos quatro maiores grupos parlamentares”.

O deputado Jorge Galveias contou, de um total de 199 votantes, com 58 votos favoráveis, mas 112 em branco e 28 nulos.

Na ótica do partido “este chumbo é uma verdadeira mancha na nossa democracia e um desrespeito para com cerca de 400 mil portugueses.” Trata-se de “uma atitude profundamente antidemocrática e contra a prática de mais de 40 anos de democracia, consubstanciando um ataque à pluralidade democrática, típico das autocracias.”

O partido refere ainda que “sempre fomos e seremos contra este sistema, mas respeitamos as regras democráticas e exigimos que nos respeitem também a nós.”

Parecem não restar quaisquer dúvidas de que há uma maioria de bloqueio que não quer o CHEGA na vice-presidência da Assembleia da República.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA apresentou um projeto de lei na Assembleia da República para eliminar vários benefícios fiscais atribuídos aos partidos políticos, defendendo que não faz sentido existirem “privilégios” para estruturas partidárias enquanto os contribuintes enfrentam uma carga fiscal cada vez mais elevada.
Uma nova sondagem da Aximage revela que a maioria dos portugueses concorda com a proposta do CHEGA para baixar a idade da reforma. Segundo os dados divulgados, 69% dos inquiridos apoiam a medida defendida por André Ventura.
Luís Montenegro afirmou que a situação económica e financeira de Portugal está melhor do que a da Alemanha, declarações que estão já a gerar críticas e incredulidade nas redes sociais.
O CHEGA apresentou um projeto de lei para reforçar os poderes das Polícias Municipais, permitindo clarificar legalmente a detenção de suspeitos em flagrante delito e a sua entrega imediata à PSP ou à GNR.
Álvaro Santos Pereira será ouvido na Assembleia depois de o CHEGA exigir esclarecimentos sobre compras travadas pelo Banco Central Europeu.
Ilídio Ferreira abandona o Partido Socialista e mantém mandato como independente. O pedido de desfiliação foi remetido a 25 de abril ao secretário-geral do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, saudou hoje a promulgação, pelo Presidente da República, do decreto que altera a Lei da Nacionalidade e afirmou que esta legislação teve o "consenso possível".
O Governo quer criar um novo organismo para gerir 'situações de crise', num investimento de 33 milhões de euros, mas a proposta já está a levantar dúvidas sérias, incluindo o risco de ser inconstitucional.
Nova lei endurece regras de acesso à nacionalidade portuguesa e reforça exigência de ligação efetiva ao país.
Os preços dos combustíveis voltam a subir esta segunda-feira e aproximam-se de níveis históricos. Medidas do Governo são insuficientes para travar a subida dos preços.