TUDO PARA OS QUE VÊM DE FORA, NADA PARA OS PORTUGUESES

O Estado está a virar as costas aos seus próprios cidadãos, deixando os portugueses em segundo plano enquanto promove uma política de privilégios para quem pouco ou nada contribuiu.

© Folha Nacional

Lágrimas correram pelo rosto de uma deputada do Livre, na passada sexta-feira, após terem sido citados nomes – cuja simples menção bastou para desatar um choro digno de tragédia grega – de crianças imigrantes inscritas em escolas públicas portuguesas.

“Radith”, “Aziz”, “Nazita” e “Saahas” foram alguns dos ‘nomes’ divulgados em debate no Plenário pelo líder da oposição, André Ventura. Sem surpresa, esta atitude gerou forte contestação por parte da bancada da esquerda e da extrema-esquerda, com o argumento de que o CHEGA estaria a “instrumentalizar nomes de crianças como forma de materialização de poder”. Contudo, à esquerda e à extrema-esquerda não é estranha esta prática, nomeadamente em manifestações LGBT+: “Nunca vi a Câmara tão preocupada, principalmente a esquerda, com a instrumentalização de crianças, quando em eventos LGBT as usavam para todos os fins e de todas as formas, como fazem em vários países e também em Portugal”, acusou Ventura.

“Nem os filhos de imigrantes, nem os dos que vivem de subsídios: são as crianças dos portugueses que trabalham que devem ter prioridade nas creches e nas escolas”, reforçou. Cada vez mais famílias portuguesas que procuram vagas para os filhos em creches e pré-escolas deparam-se com uma realidade que muitos classificam como “injusta”: a prioridade na atribuição de lugares parece recair sobre imigrantes recém-chegados, muitos deles sem qualquer histórico de contribuições no país. A denúncia foi feita por várias Associações de Pais, numa reunião com o Partido CHEGA, esta terça-feira, na Assembleia da República, onde se falou de uma “discriminação ao contrário”.

Os portugueses que sempre cá estiveram, que descontam e pagam impostos, são sistematicamente colocados em segundo plano. O Estado virou as costas ao seu povo”, declarou o Presidente do CHEGA, em conferência de imprensa após a reunião.

“Reunimo-nos com várias personalidades ligadas às escolas de várias zonas do país para tornar claro aquilo que sempre foi decisivo para nós. Nenhum outro partido nos dá lições sobre como nos devemos referir às escolas portuguesas. Não podemos aceitar que quem chega de fora tenha prioridade sobre quem já cá está”, declarou.
André Ventura adiantou ainda que a situação é mais grave do que parece, pois “são [mesmo] dadas orientações às escolas para agilizar a prioridade aos imigrantes”, acrescentando que “a ferramenta de inclusão não pode ser aplicada à custa de quem cá está”.

Nesse sentido, o CHEGA admite vir a “fazer um levantamento aprofundado sobre a discriminação em todo o país, com todos os professores, funcionários e administradores, para obter uma verdadeira noção do que se passa realmente nas escolas, ao contrário do que a esquerda afirma”. Para além da questão das vagas em escolas e creches, o CHEGA alerta ainda para aquilo que considera “um abuso escandaloso” na atribuição de apoios sociais. “Temos cidadãos estrangeiros que chegam hoje e amanhã já recebem subsídios, sem nunca terem contribuído com um cêntimo para a Segurança Social”, frisou o líder da oposição, acrescentando que “milhares de portugueses continuam à espera de apoio, enquanto se subsidia quem nunca trabalhou no país”.

Estes apoios incluem abonos de família, RSI (Rendimento Social de Inserção) e habitação subsidiada. De acordo com a informação disponível no site da Segurança Social, o abono de família pode ir até 186,87 euros por mês, por criança, com variações conforme os escalões e a composição familiar. Quanto ao RSI, o valor base ronda os 242,23 €, acrescido de 169,56 € por adulto e 121,12 € por menor no agregado. A habitação subsidiada começa nos 15,45 €, aumentando até 46,36 € a partir do terceiro ano.

Vejamos este exemplo prático: uma família monoparental sem rendimentos recebe cerca de 921 euros por mês, graças ao abono de família com majoração e ao RSI.

“PORTUGAL AO CONTRÁRIO”

A expressão repete-se nas redes sociais e nos discursos do partido. Para o CHEGA, o país “já não protege os seus” e vive uma “realidade distorcida”, onde “os de fora têm mais direitos do que os de dentro”. “Estamos perante um verdadeiro Portugal ao contrário, onde quem sempre trabalhou, descontou e contribuiu para o nosso país é sistematicamente colocado em segundo plano. É inaceitável que imigrantes que chegam sem qualquer histórico de trabalho recebam apoios sociais imediatos, enquanto muitos portugueses enfrentam filas de espera e portas fechadas”, afirma André Ventura, salientando: “O CHEGA exige que se volte a dar prioridade aos portugueses que pagam impostos e constroem este país.

Não podemos continuar a alimentar esta realidade distorcida, onde ‘os de fora’ têm mais direitos do que ‘os de dentro’. Vamos lutar para corrigir este erro e garantir que Portugal proteja, em primeiro lugar, os seus.” Neste sentido, o segundo maior partido português promete apresentar propostas legislativas para “corrigir esta injustiça” e exige que o critério de nacionalidade e tempo de contribuição volte a ter peso nas decisões públicas.

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