Frente Comum prevê forte adesão à greve de hoje na função pública

©Frente Comum

Os trabalhadores da administração pública estão hoje em greve nacional por aumentos salariais imediatos face à subida do custo de vida, com a Frente Comum, estrutura sindical que convocou a paralisação, a antever uma “adesão em massa”.

Os efeitos da greve começaram a sentir-se na noite de quinta-feira, nos hospitais e na recolha do lixo, uma vez que a paralisação teve início nos turnos destes trabalhadores.

Hoje, a greve vai afetar serviços da educação, saúde, finanças, segurança social e autarquias, mas também áreas com menor visibilidade por não terem atendimento ao público, como centros de processamento ou serviços centrais, disse à Lusa o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, que prevê uma “adesão em massa” ao protesto.

“Estamos a antecipar que estejam encerrados muitos serviços de Segurança Social, lojas do cidadão, conservatórias, finanças, estamos à espera de um grande impacto nesses serviços, também na área da saúde, com muitas consultas externas encerradas e também nas escolas”, afirmou Sebastião Santana.

A previsão de “uma grande greve” pelo líder sindical assenta no “trabalho de mobilização” da Frente Comum e num “grande descontentamento com as medidas que o Governo não tem tomado para valorizar as carreiras e os serviços”.

“Não podemos ficar mais um ano a empobrecer com inflações desta ordem de natureza, sem atualizações salariais”, disse Sebastião Santana.

Entre os motivos da greve convocada pela Frente Comum estão a exigência de aumentos salariais imediatos, a fixação de limites máximos dos preços de bens e serviços, a valorização das carreiras e o reforço dos serviços públicos.

No setor da educação, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou esta semana que os professores e educadores vão participar na greve da administração pública e os trabalhadores não docentes estão cobertos pelo pré-aviso da Frente Comum.

Para o dia seguinte à greve, no sábado, está prevista a realização de uma manifestação nacional, em Lisboa, promovida pela CGTP, pelo aumento geral dos salários e das pensões face à subida do custo de vida.

Últimas do País

Os alunos do 9.º ano tiveram este ano piores resultados nas provas finais, com a maioria dos estudantes a chumbar a Matemática e a aumentarem as negativas a Português.
A Polícia Judiciária (PJ) apreendeu no sábado 197 quilos de cocaína dissimulados no casco de um navio comercial que chegou a um porto português, através de um processo conhecido como “caixas de mar” ('Sea Chest'), foi hoje divulgado.
Jovem controlava a forma como a vítima se vestia, perseguia-a após o fim da relação e acabou por invadir a casa da menor para a violar. Foi detido pela Polícia Judiciária.
Um homem foi atraído para uma emboscada, mantido em cativeiro durante três horas e ameaçado por um grupo que exigia o pagamento de uma alegada dívida de 40 mil euros. Meses depois, os suspeitos invadiram a casa da vítima e obrigaram o casal a transferir 16 mil euros.
Mais de cem professores da zona de Lisboa foram convocados para classificar exames nacionais, mas estavam de férias ou baixa médica, revelou hoje o ministro da Educação, que insistiu na necessidade de um novo modelo de seleção.
O número de sinistros participados devido ao mau tempo que atingiu o país no início do ano ultrapassou os 219 mil, anunciou a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), que estima um custo total de 1.400 milhões de euros.
O presidente do CHEGA revela que desapareceram documentos e duas 'pens' com informação relacionada com a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves e com o gabinete do primeiro-ministro. A Polícia Judiciária está a investigar.
A GNR deteve, nos primeiros quase sete meses deste ano, 155 suspeitos da prática do crime de incêndio florestal, depois de em 2025 ter registado 5.301 crimes ligados a este delito, foi revelado esta terça-feira.
O incêndio em Rochoso, Guarda, que começou às 13:51 de segunda-feira, tem três frentes ativas hoje de manhã, que estão a ser combatidas por 320 operacionais, 90 viaturas e 11 meios aéreos, disse a Proteção Civil.
Cerca de 300 pessoas tiveram de ser retiradas das suas habitações hoje de noite, em Setúbal, devido a um incêndio num estacionamento subterrâneo, onde arderam seis veículos, disse à Lusa fonte da proteção civil.