PJ identifica menores como autores de ameaças nas redes sociais contra escolas

© Facebook da Polícia Judiciária

A Polícia Judiciária (PJ) identificou vários menores como os autores das ameaças que surgiram nas redes sociais relativas a potenciais ataques a escolas, revelou hoje aquela polícia.

Fonte da PJ disse à agência Lusa que são entre cinco a sete os menores identificados como os autores das ameaças nas redes sociais e que já os sinalizou junto das comissões de proteção de crianças e jovens e dos tribunais de família e menores.

Segundo um comunicado da PJ, os jovens assumiram a autoria das publicações, mas não têm noção da dimensão e do impacto que as suas ações tomaram.

A PJ refere que não foram recolhidos quaisquer indícios da radicalização ou extremismo destes jovens.

Nos últimos dias, de acordo a Judiciária, com base na partilha de informação, nomeadamente em sede da Unidade de Coordenação Antiterrorismo, foram comunicadas situações semelhantes em vários pontos do país, algumas referenciadas pela PSP, encontrando-se todos os casos reportados em investigação pela Polícia Judiciária.

A PJ indica também que ficou apurado que estas situações terão ocorrido na sequência de publicações na rede social Tik Tok, com origem no estrangeiro, onde é feita alusão ao massacre de Columbine, nos Estados Unidos, ocorrido há 24 anos, mas, entanto, não foram, recolhidos indícios de que se pretendessem materializar as ameaças.

Várias mensagens têm surgido nas redes sociais relativas a potenciais ataques a escolas por ocasião de mais um ano após este massacre, tendo esta partilha gerado algum alarme social nos estabelecimentos de ensino, junto de pais e de alunos.

A PJ refere ainda que tudo leva a crer que se tratarão de casos de mimetização de um fenómeno que está a ocorrer em várias partes do globo.

Hoje de manhã, em comunicado, a PSP disse estar a monitorizar a situação e a acompanhar o funcionamento dos estabelecimentos de ensino e a população escolar.

Nessa nota, a polícia adianta que recebeu a informação sobre estas ameaças também pelas redes sociais, vindas de diversos cidadãos que quiseram confirmar que as autoridades se encontravam a par do assunto.

O diretor nacional da PSP afirmou também hoje que as ameaças que surgiram nas redes sociais relativas a potenciais ataques a escolas “não passaram de uma brincadeira de mau gosto”, sendo exemplo do “mau uso das redes sociais”.

“Não passou de uma brincadeira de mau gosto tal como (os casos dos) alunos que para não irem aos exames comunicavam alertas de bomba. É uma coisa parecida”, disse Manuel Magina da Silva aos jornalistas, no Porto, à margem de uma operação de combate ao tráfico de droga num dos bairros desta cidade.

Manuel Magina da Silva lembrou que a PSP, através do programa Escola Segura, está sempre presente nas escolas.

As ameaças de possíveis ataques a escolas surgem relacionadas com o massacre de Columbine, que aconteceu no dia 20 de abril de 1999, na cidade de Littleton, no estado de Colorado, quando dois estudantes invadiram a Columbine High School e mataram 12 alunos e um professor, suicidando-se de seguida.

Últimas do País

Uma mensagem aparentemente inofensiva, enviada por um contacto conhecido, está a ser utilizada numa nova burla que circula no WhatsApp. O pedido para votar numa jovem candidata a uma bolsa de estudos inclui uma hiperligação fraudulenta que pode permitir aos criminosos assumir o controlo da conta e espalhar o esquema por outros contactos.
Uma fraude identificada pela Check Point está a espalhar contactos falsos de mais de 20 marcas de viagens, incluindo companhias aéreas e plataformas de reservas. Os números chegam às respostas da inteligência artificial e escaparam à deteção de 61 motores antivírus.
Um homem e uma mulher, ambos de 32 anos e de nacionalidade estrangeira, foram detidos pela Polícia Judiciária na Guarda por suspeitas de violência doméstica, exploração da filha na mendicidade e crimes sexuais. A menor, que tinha 13 anos à data dos factos, já se encontrava institucionalizada quando surgiram indícios de abusos sexuais alegadamente cometidos pelo pai.
Doze pessoas foram detidas, uma delas constituída arguida, por suspeita de tráfico de estupefacientes em Lamego e Tarouca, segundo a GNR.
Os estudantes de Medicina alertaram hoje para falhas na plataforma de escolha de vagas do internato médico, após candidatos relatarem acesso antecipado a informações que, segundo a ACSS, resultaram de uma simulação técnica.
A Comissão de Trabalhadores (CT) do INEM apelou ao Governo para alterar com urgência a portaria que regula o transporte de doentes, adequando-a ao novo modelo que retirou competências de acreditação de formação ao INEM.
A ação humana continua a ser a causa preponderante e preocupante nos incêndios rurais na Região de Leiria, disse à agência Lusa o comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil, Carlos Guerra.
A pensão média de velhice em Portugal não chega para pagar metade da mensalidade de um lar. Com preços médios de 1.717 euros por mês e falta de vagas comparticipadas, milhares de famílias enfrentam dificuldades para assegurar cuidados aos mais velhos.
Um esquema de manipulação de processos de insolvência terá permitido obter 9,5 milhões de euros, segundo noticia o Jornal de Notícias. O caso levanta suspeitas sobre a utilização dos mecanismos judiciais destinados a resolver situações de falência para alcançar benefícios financeiros indevidos.
Mais de metade dos participantes num barómetro da Intercampus considera que Marcelo Rebelo de Sousa teve influência indevida no caso das gémeas luso-brasileiras tratadas no Hospital de Santa Maria. Apenas 26,7% rejeitam essa possibilidade, enquanto 18,9% não manifestam opinião.