Preço médio do cabaz de alimentos desce mais de 6%

© D.R.

O preço médio do cabaz de alimentos essenciais desceu 6,26%, na sequência da entrada em vigor do IVA zero em 46 produtos, segundo dados da ASAE, divulgados hoje pelo Ministério da Economia.

“Segundo o relatório da ASAE [Autoridade de Segurança Alimentar e Económica], tendo por base a amostra de um bem por cada tipo/categoria com critério de escolha, em regra de bens de marca própria, e uma recolha ‘online’ e em loja física (1.220 espaços comerciais), verificou-se uma descida de 6,26% do preço total médio do cabaz selecionado”, indicou, em comunicado, o Ministério da Economia e do Mar.

Os dados foram hoje apresentados numa reunião da Comissão de Acompanhamento do Pacto para a Estabilização e Redução de Preços dos Bens Alimentares, dois dias após a entrada em vigor da medida.

Além da ASAE, integram a comissão de acompanhamento a Autoridade da Concorrência, a Autoridade Tributária, a Direção-Geral das Atividades Económicas, a Direção-Geral do Consumidor, o Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral do Ministério da Agricultura, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) e a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

Para conter o impacto da inflação na carteira dos portugueses, o Governo lançou um conjunto de medidas, como a aplicação de uma taxa de IVA de 0% num cabaz de produtos alimentares essenciais.

A lista de produtos com IVA a 0% inclui o atum em conserva, bacalhau, pão, batatas, massa, arroz, cebola, brócolos, frango, carne de porco ou azeite.

O Pacto para a Estabilização e Redução de Preços dos Bens Alimentares foi celebrado entre o Governo, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) e a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

A media IVA zero entrou em vigor na terça-feira e prolonga-se até ao final de outubro.

A Lusa contactou a APED e a CAP, mas não obteve resposta até ao momento.

Últimas do País

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou hoje para o risco de cheias, durante a semana, com especial incidência no território a norte do Mondego e na bacia do Tejo, particularmente na segunda e terça-feira, disse o presidente.
A praia de Matosinhos, no distrito do Porto, está em risco de não ser considerada zona balnear, aguardando-se que a Câmara Municipal tome medidas imediatas, revelou hoje o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
As autoridades apreenderam quase nove toneladas de cocaína transportadas no semissubmersível intercetadas na sexta-feira ao largo dos Açores, que “será a maior apreensão realizada” desta droga em Portugal, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
A Proteção Civil Municipal do Porto alertou hoje para o risco de cheias nas zonas ribeirinhas da cidade, recomendando à população a adoção de medidas de prevenção e proteção.
A passagem da depressão Ingrid por Portugal continental já causou um morto, um ferido e 21 deslocados, segundo o mais recente balanço da Proteção Civil hoje divulgado, que reporta inundações, quedas de árvores e estruturas.
Um homem sem abrigo suspeito de ter furtado malas no aeroporto de Lisboa e um carro da Câmara de Lisboa foi detido pela PSP e colocado em prisão preventiva pelo tribunal, anunciou hoje a força policial.
Os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Real vão passar por fases de aviso laranja nos próximos dias devido a problemas marítimos ou incidentes, anunciados hoje o IPMA.
O Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo informou que existem várias estradas inundadas e ativou no nível amarelo o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo.
Os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal e Viana do Castelo estão, até às 00:00 de domingo, sob aviso vermelho por causa da agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Menos de 2.000 clientes da E-Redes estavam às 20:00 de hoje sem energia elétrica em várias zonas de Portugal continental, devido ao mau tempo pela passagem da depressão Ingrid, adiantou a empresa, destacando que a situação está "a normalizar".