MP acusa oito arguidos de tráfico de droga, rapto, coação e associação criminosa

© Facebook/AT.financas

O Ministério Público (MP) acusou oito pessoas dos crimes de tráfico de droga e de associação criminosa para o tráfico, rapto, sequestro, coação agravada, acesso ilegítimo e detenção de arma proibida, segundo uma nota hoje divulgada.

A acusação, que decorre de uma investigação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), visa dois cidadãos portugueses, três brasileiros e três sérvios, com base em factos que terão acontecido entre março e novembro de 2022. A droga chegaria a Portugal proveniente do Brasil, sendo alegadamente dissimulada em café moído.

“Sete dos oito arguidos integravam ou colaboraram com organizações criminosas que se dedicam à prática de crime de tráfico de estupefacientes de cariz internacional, uma delas sediada no Brasil e responsável pela remessa de elevadas quantidades de cocaína para a Europa, e outra responsável pela receção neste continente do produto estupefaciente e sua comercialização”, refere a nota publicada no ‘site’ da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O MP esclareceu que dois dos suspeitos tentaram fazer o transporte do produto após a sua chegada ao país, mas acabaram por abandonar a carga quando se aperceberam de que estariam a ser alvo de vigilância das autoridades.

Antes dessa ação, a Autoridade Tributária (AT) já tinha inspecionado o contentor de mercadoria e detetado 881 embalagens com cocaína escondidas entre o café, num total de 221 quilos e valor de mercado acima dos sete milhões de euros.

A investigação apurou ainda que as organizações envolvidas no tráfico, ao tomarem conhecimento do desaparecimento da carga, pensaram que o cidadão português estaria a enganá-las.

Por isso, terão, alegadamente, enviado um indivíduo brasileiro e três sérvios para recuperar a droga, tendo sequestrado o arguido português e o seu colaborador brasileiro, que agrediram para recolher informações sobre a mercadoria.

“Preparavam-se mesmo para levar para Espanha o arguido de nacionalidade portuguesa, que iria servir de ‘garantia pessoal’ da recuperação da cocaína, quando foram abordados por inspetores da PJ-UNCT, que os detiveram em flagrante delito e libertaram o arguido de nacionalidade portuguesa”, sublinhou o MP, acrescentando que este foi posteriormente detido (tal como o colaborador brasileiro) por colaboração no crime de tráfico de droga.

Além do cidadão português, dos três indivíduos de nacionalidade brasileira e dos três suspeitos sérvios, o processo conta também com uma cidadã portuguesa entre os arguidos, que era mulher de um dos brasileiros em prisão preventiva. A nota indica que ajudou o marido na receção e transporte da droga, tendo também contribuído com informações.

O DCIAP coordenou a investigação, que contou com o apoio das Unidades Nacionais de Combate ao Tráfico de Estupefacientes e de Combate ao Terrorismo da Polícia Judiciária (PJ).

Últimas do País

A partir do final de julho, os cidadãos imigrantes deixam de ter de se deslocar aos balcões da AIMA para obter o Número de Identificação da Segurança Social (NISS). A atribuição passa a ser automática, eliminando um dos principais procedimentos presenciais do processo.
Um sinal de seis mil euros bastou para abrir as portas de uma moradia de 530 mil euros. Sensibilizado por uma alegada situação familiar dramática, o proprietário entregou as chaves antes da escritura. Um ano depois, continua sem receber o restante dinheiro e luta em tribunal para recuperar a casa.
Ministro da Administração Interna garantiu que a obra incluía apenas um “tanque”, mas as imagens divulgadas pela CNN Portugal mostram uma piscina na propriedade de Luís Neves. A Câmara de Odemira garante não ter recebido qualquer pedido de licenciamento para a intervenção.
Líder do CHEGA acusa o ministro da Administração Interna de ameaçar o maior partido da oposição, jornalistas e a democracia. André Ventura critica ainda o silêncio da RTP e exige esclarecimentos antes do Debate sobre o Estado da Nação.
A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) avançou hoje não existirem, até ao momento, conclusões oficiais da investigação ao acidente ocorrido no terminal rodoviário de Agualva-Cacém, há uma semana, que provocou dois mortos e 20 feridos.
Mais de 120 mil veículos estarão a circular em Portugal sem o seguro de responsabilidade civil obrigatório. O regulador do setor alerta para "um risco significativo", não sendo casos residuais.
O condutor suspeito de atropelar mortalmente o militar da GNR Jorge Monteiro, na noite de sexta-feira, no IC2, em Alcobaça, ficou em liberdade após ser presente a primeiro interrogatório judicial.
Uma mulher de 53 anos foi detida por suspeita de atear um foco de incêndio em área florestal no concelho de Viseu, informou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).
A Fénix - Associação Nacional de Bombeiros e Agentes de Proteção Civil exigiu hoje "esclarecimento imediato sobre falhas operacionais do INEM", alertando para "a degradação" do socorro em Portugal, após a morte de um homem, na vila das Taipas.
A Comissão de Combate à Fraude está a investigar uma atualização remuneratória aprovada no Serviço de Utilização Comum dos Hospitais que alegadamente favoreceu os próprios dirigentes e levanta suspeitas de conflito de interesses.