393 médicos de família admitidos em concurso com 978 vagas

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Um total de 393 médicos foram admitidos no concurso para especialistas de medicina geral e familiar, representando cerca de 40% das vagas abertas, um número que a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) considerou hoje ser insuficiente.

As listas da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) de ordenação final dos candidatos, publicadas em Diário da República, indicam que foram admitidos 393 médicos de família e excluídos dois, assim como admitidos 20 candidatos ao concurso para a contratação de especialistas de saúde pública.

No início do mês, foram lançadas a concurso todas as 978 vagas para medicina geral e familiar, para reter os recém-formados e para atrair especialistas que não estejam no Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas o Ministério da Saúde admitiu como realista a contratação agora de 200 a 250 médicos de família.

Recentemente, a secretária de Estado da Promoção da Saúde, Margarida Tavares, justificou a abertura de todas as vagas disponíveis com a tentativa para que todos os médicos que queiram ficar SNS “encontrem a melhor vaga, seja ela onde for”.

Recentemente terminaram a sua formação nessa especialidade 355 novos médicos.

Em comunicado, a FNAM considerou que o número de candidatos admitidos é “claramente insuficiente num país onde quase 1,7 milhões de utentes não são acompanhados por um médico de família”.

A estrutura sindical adiantou ainda que a decisão de abrir estas vagas constituiu uma “manobra de propaganda” e questionou quantos médicos que se candidataram vão, “de facto, aceitar ser contratados”, perante a “falta de condições de trabalho no SNS”.

“Por isso, a FNAM apela para que o ministro da Saúde se apresse a negociar a atualização das grelhas salariais dos médicos, melhorando também as condições de trabalho dos médicos de família, reduzindo as listas de utentes para níveis comportáveis e generalizando as Unidades de Saúde Familiar de modelo B”, defendeu a FNAM.

Segundo o portal da transparência do SNS, em abril de 2022 um total de 1.299.016 milhões utentes não tinham médico de família atribuído, número que aumentou para 1.678.226 um ano depois.

Perante isso, o número de utentes acompanhados por esses especialistas de medicina geral e familiar baixou de cerca de 9,1 milhões para pouco mais de 8,8 milhões no mesmo período, indicam os dados oficiais.

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