Diretor nacional da PJ aponta período complicado de ameaça devido às ‘fake news’

© Facebook da Polícia Judiciária

O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) considerou hoje que se vivem tempos complicados de ameaça ao Estado de direito devido às ‘fake news’, salientando a necessidade de se manterem níveis de qualidade e independência do serviço público.

“Todos os dias vemos que, de facto, estamos num período complicado da ameaça ao nosso Estado de direito democrático tal qual o conhecemos e ameaça do respeito pelos dos direitos, liberdades e garantias pela via das ‘fake news'”, potenciadas pela “capacidade de difusão dos meios e sobretudo as redes sociais”, referiu Luís Neves.

Falando na sessão de abertura da conferência internacional “O futuro do serviço público de media”, promovida pelo Conselho de Opinião da RTP, presidido por Deolinda Machado, com o apoio da PJ, que está a decorrer em Lisboa, Luís Neves salientou as especiais responsabilidades desta polícia nas chamadas ameaças híbridas, onde se inclui a desinformação, fenómeno que, salientou, necessita de constante reflexão profunda.

Esta reflexão, afirmou o diretor nacional da PJ, deve ser feita tendo em conta a garantia da liberdade de imprensa e necessidade de garantir independência e autonomia dos meios de comunicação social “e a necessidade constante de manter os níveis de qualidade e independência” e “a autonomia do serviço público”.

Luís Neves referiu-se ainda à complexidade das questões levantadas pelo digital e inteligência artificial, ao nível dos valores éticos e também das condições de trabalho em geral, destacando em particular as condições salariais que devem ser asseguradas aos jornalistas como forma de acentuar a independência, diversidade e produção crítica de informação.

“A evolução das políticas públicas de media deve ter sempre por base a séria e efetiva amaça da desinformação”, referiu.

Últimas do País

A GNR deteve três homens e apreendeu dois milhões de cigarros sem estampilha fiscal obrigatória, nem documentação que comprovasse a sua origem legal em Guimarães, anunciou hoje a força policial.
O SNS 24 emitiu cerca de 1,5 milhões de autodeclarações de doença nos primeiros três anos do serviço, correspondendo a cerca de 1.350 declarações por dia, segundo um balanço dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).
O Fundo de Garantia Automóvel (FGA) registou 4.873 novos processos de sinistros em 2025, mais 9% face a 2024, e pagou 11,99 milhões de euros em indemnizações, menos 4%, divulgou hoje o regulador.
A Polícia Judiciária (PJ) dos Açores realizou buscas na Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) no âmbito da operação “Linha Direta”, que investiga crimes de abuso de poder, recebimento indevido de vantagem e corrupção.
O número de crianças nascidas em Portugal aumentou 3,7% no ano passado, para 87.764, sendo que cerca de um terço dos bebés são filhos de mães estrangeiras, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O arquivamento continua a ser o desfecho mais comum nos processos de corrupção e infrações conexas, que em 2025 se iniciaram em cerca de 40% dos casos com base em denúncias anónimas, segundo dados oficiais hoje divulgados.
O Tribunal de Leiria decidiu hoje proibir duas mulheres detidas por suspeitas de maus tratos a idosos de exercer a atividade, após o encerramento do lar ilegal em Peniche a que estavam ligadas, disse fonte da GNR.
A GNR explica que a recuperação ocorreu na A3, no sentido Porto/Braga, na zona próxima de Santo Tirso, distrito do Porto, no âmbito de uma ação de fiscalização rodoviária direcionada ao controlo de velocidade.
A estrada que liga a aldeia de Chão Sobral aos lugares vizinhos de Parente e Tapadas, na freguesia de Aldeia das Dez, no concelho de Oliveira do Hospital, está cortada à circulação após colapso provocado pelo mau tempo.
A Câmara de Leiria identificou casos pontuais que podem configurar tentativas de fraude nas candidaturas a apoios para reconstrução de casas danificadas pelo mau tempo, revelou a autarquia à agência Lusa.