Diretor nacional da PJ aponta período complicado de ameaça devido às ‘fake news’

© Facebook da Polícia Judiciária

O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) considerou hoje que se vivem tempos complicados de ameaça ao Estado de direito devido às ‘fake news’, salientando a necessidade de se manterem níveis de qualidade e independência do serviço público.

“Todos os dias vemos que, de facto, estamos num período complicado da ameaça ao nosso Estado de direito democrático tal qual o conhecemos e ameaça do respeito pelos dos direitos, liberdades e garantias pela via das ‘fake news'”, potenciadas pela “capacidade de difusão dos meios e sobretudo as redes sociais”, referiu Luís Neves.

Falando na sessão de abertura da conferência internacional “O futuro do serviço público de media”, promovida pelo Conselho de Opinião da RTP, presidido por Deolinda Machado, com o apoio da PJ, que está a decorrer em Lisboa, Luís Neves salientou as especiais responsabilidades desta polícia nas chamadas ameaças híbridas, onde se inclui a desinformação, fenómeno que, salientou, necessita de constante reflexão profunda.

Esta reflexão, afirmou o diretor nacional da PJ, deve ser feita tendo em conta a garantia da liberdade de imprensa e necessidade de garantir independência e autonomia dos meios de comunicação social “e a necessidade constante de manter os níveis de qualidade e independência” e “a autonomia do serviço público”.

Luís Neves referiu-se ainda à complexidade das questões levantadas pelo digital e inteligência artificial, ao nível dos valores éticos e também das condições de trabalho em geral, destacando em particular as condições salariais que devem ser asseguradas aos jornalistas como forma de acentuar a independência, diversidade e produção crítica de informação.

“A evolução das políticas públicas de media deve ter sempre por base a séria e efetiva amaça da desinformação”, referiu.

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