Diretor nacional da PJ aponta período complicado de ameaça devido às ‘fake news’

© Facebook da Polícia Judiciária

O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) considerou hoje que se vivem tempos complicados de ameaça ao Estado de direito devido às ‘fake news’, salientando a necessidade de se manterem níveis de qualidade e independência do serviço público.

“Todos os dias vemos que, de facto, estamos num período complicado da ameaça ao nosso Estado de direito democrático tal qual o conhecemos e ameaça do respeito pelos dos direitos, liberdades e garantias pela via das ‘fake news'”, potenciadas pela “capacidade de difusão dos meios e sobretudo as redes sociais”, referiu Luís Neves.

Falando na sessão de abertura da conferência internacional “O futuro do serviço público de media”, promovida pelo Conselho de Opinião da RTP, presidido por Deolinda Machado, com o apoio da PJ, que está a decorrer em Lisboa, Luís Neves salientou as especiais responsabilidades desta polícia nas chamadas ameaças híbridas, onde se inclui a desinformação, fenómeno que, salientou, necessita de constante reflexão profunda.

Esta reflexão, afirmou o diretor nacional da PJ, deve ser feita tendo em conta a garantia da liberdade de imprensa e necessidade de garantir independência e autonomia dos meios de comunicação social “e a necessidade constante de manter os níveis de qualidade e independência” e “a autonomia do serviço público”.

Luís Neves referiu-se ainda à complexidade das questões levantadas pelo digital e inteligência artificial, ao nível dos valores éticos e também das condições de trabalho em geral, destacando em particular as condições salariais que devem ser asseguradas aos jornalistas como forma de acentuar a independência, diversidade e produção crítica de informação.

“A evolução das políticas públicas de media deve ter sempre por base a séria e efetiva amaça da desinformação”, referiu.

Últimas do País

O Tribunal da Feira adiou para janeiro a leitura do acórdão do processo Ajuste Secreto, um caso de corrupção centrado na Câmara de Oliveira de Azeméis e no ex-presidente Hermínio Loureiro, informou hoje fonte judicial.
A presença de homens de origem indostânica, em parques infantis e jardins públicos tem gerado preocupação entre famílias. Pais questionam o que fazem nestes espaços, sobretudo quando aparentam estar desacompanhados de crianças.
A Operação Atalaia resultou do desmantelamento de uma rede criminosa que alegadamente se preparava para introduzir estupefacientes no país mas também no mercado europeu, revelou hoje o porta-voz da GNR, tenente-coronel Carlos Canatário.
Um ciberataque a uma empresa informática que trabalhou para o Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) permitiu a piratas informáticas obter dados não classificados das secretas portuguesas e de de outras entidades, confirmou hoje o SIRP.
Um homem de 28 anos foi detido pela terceira vez por suspeita de agredir os pais em Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, e vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, segundo a GNR.
Um homem de 51 anos ficou preso preventivamente por ser suspeito de crimes de abuso sexual de pessoas incapazes de resistência na instituição onde residem, anunciou hoje a Polícia Judiciária do Centro.
Um motorista TVDE, suspeito de ter violado uma cliente, foi detido, mas acabou por sair em liberdade por decisão judicial. O homem estará ligado a ataques contra três mulheres e já tinha sido condenado por crimes semelhantes.
Uma operação de grande dimensão contra o tráfico de droga terminou com 16 detenções no Porto e arredores. A PSP realizou dezenas de buscas, apreendeu estupefacientes e encontrou cerca de 100 mil euros numa das habitações. O principal alvo era uma família suspeita de integrar uma rede de tráfico ligada ao antigo bairro do Aleixo.
Liceu Francês Charles Lepierre, em Lisboa, suspendeu o início das aulas esta quinta-feira, 8 de outubro, depois de surgirem informações sobre um possível bloqueio organizado por alunos do ensino secundário. A decisão foi tomada em articulação com a Embaixada de França, numa altura em que os protestos estudantis franceses já provocaram o encerramento de centenas de escolas.
Uma mulher foi violentamente agredida pelo companheiro quando tentava sair de casa com o filho de apenas dez meses nos braços. O homem acabou condenado a dois anos e meio de prisão, mas não terá de cumprir a pena na cadeia, uma vez que ficou suspensa.