Equipas de sapadores florestais com mais 10 mil euros de apoio anual

© Associação Nacional de Sapadores Florestais

Os sapadores florestais vão ter mais apoio, passando de 45 mil euros anuais por equipa para 55 mil euros, nomeadamente devido à inflação, anunciou hoje o Governo.

O ministro do Ambiente e Ação Climática, Duarte Cordeiro, disse no final da reunião semanal do Conselho de Ministros que foram aprovados três diplomas relacionados com os incêndios florestais, um deles que altera o regime jurídico aplicado aos sapadores florestais.

É reforçado o apoio às equipas e também reforçada a função dos agrupamentos, por exemplo flexibilizando as áreas de intervenção.

Segundo o ministro outro dos diplomas aprovados relaciona-se com o prolongamento até ao fim do próximo ano dos planos municipais de defesa da floresta.

Foram ainda aprovadas outras exceções já previstas para intervenções na floresta em situações de risco elevado.

Das exceções fazem parte intervenções de urgência em áreas ardidas, o uso de equipamentos para trabalhos urgentes para por exemplo fornecer água ou luz, e também trabalhos de faixas de rede primária e secundária de gestão de combustível.

Um terceiro diploma, segundo o ministro, relaciona-se com aquilo a que chamou de segunda geração de contratos-programa das federações representativas dos baldios, depois do primeiro contrato, de 3,6 milhões de euros, quando foram constituídos 19 agrupamentos de baldios, envolvendo mais de 100 mil hectares.

A segunda geração envolverá 5,4 milhões de euros, disse o ministro.

No mês passado, em Mondim de Basto, Duarte Cordeiro já tinha dito que era intenção do Governo assinar “rapidamente” os contratos-programa para a continuidade dos 19 agrupamentos de baldios, podendo ser criados até mais 10, num financiamento de 5,4 milhões de euros até 2026.

“É nossa intenção rapidamente assinar esses contratos, mas evoluirmos numa perspetiva de maior estabilidade. Ou seja, queremos mesmo passar para uma base de contratos plurianuais”, afirmou Duarte Cordeiro.

A assinatura dos contratos-programa é reclamada pelas organizações, designadamente a Federação Nacional dos Baldios (Baladi), sediada em Vila Real, que constituiu 10 agrupamentos, desde 2019, que incluem 55 baldios e 57.184 hectares.

Questionado sobre uma data para a assinatura dos contratos-programa, o ministro respondeu que se está a trabalhar para concluir o processo “neste semestre”.

Últimas do País

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou hoje de 10 para 12 o número de distritos de Portugal continental que estão sob aviso vermelho devido ao calor, situação que se mantém até domingo na maioria destes territórios.
Um homem ficou desalojado na sequência de um incêndio que lavra desde quinta-feira no concelho de Cinfães e que está a ser combatido por cerca de uma centena de operacionais, revelou hoje fonte dos Bombeiros de Nespereira.
A divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens das provas para corrigir.
Ao contrário do Reino Unido, onde o Governo publica estimativas sobre os custos do sistema de asilo e do apoio aos requerentes de asilo, o Governo não dispõe de um cálculo oficial que permita saber quanto custa, em média, cada imigrante em situação irregular ao Estado.
Líder do CHEGA acusa PSD de ceder à esquerda e defende que quem obtém a nacionalidade portuguesa e comete crimes como pedofilia, tráfico de seres humanos ou associação criminosa deve deixar de ser português.
Vinte e duas buscas, 11 detenções e uma burla de 50 milhões de euros. Foi este o resultado de uma megaoperação da Polícia Judiciária que desmantelou uma alegada rede internacional de cibercrime.
O INEM registou em 2025 um aumento de 22,5% das ocorrências relacionadas com afogamentos e acidentes de mergulho com crianças e jovens e alertou que os mais novos devem estar sempre "sob vigilância ativa" nas zonas balneares.
André Ventura acusa o PSD de recuar na Lei da Nacionalidade e diz que a exclusão dos crimes de pedofilia dos casos de perda de nacionalidade é “inaceitável”. CHEGA avisa que não viabilizará a reconfirmação do diploma se o texto não for alterado.
Durante 18 meses, uma organização criminosa operou praticamente sem levantar suspeitas às portas da capital portuguesa. Oito homens são agora acusados de tráfico agravado de droga, associação criminosa e posse ilegal de armas.
O inspetor-geral de Finanças (IGF) afirmou hoje no parlamento que Portugal tem deficiências no controlo dos benefícios fiscais e pediu uma resposta estrutural a este problema.