Feira do Livro de Lisboa com menos visitantes e “mais gente a comprar livros”

© Facebook\feiradolivrodelisboa

A Feira do Livro de Lisboa, que terminou na terça-feira, teve menos visitantes do que em 2022, mas “mais gente a comprar livros”, afirmou hoje à Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Pedro Sobral.

“A nossa sensação é que tivemos menos gente do que no ano passado, mas mais gente a comprar livros. Que é uma prova de que os lisboetas estão a aderir mais ao livro e à leitura”, disse Pedro Sobral, num primeiro balanço “extraordinariamente positivo”, ainda sem dados concretos.

A 93.ª edição da Feira do Livro de Lisboa voltou ao calendário tradicional de maio e junho, teve 139 participantes, mais de 980 chancelas editoriais e os mesmos 340 pavilhões da edição de 2022.

No primeiro sábado, a organização viu-se obrigada a antecipar o encerramento da feira, por razões de segurança, devido às celebrações da vitória do Benfica no campeonato de futebol.

No entanto, a feira foi prolongada por mais dois dias, até 13 de junho, o que permitiu reagendar eventos que tinham sido cancelados.

“Pelos resultados que apurámos, a esmagadora maioria [das editoras presentes na feira] ficou em linha com o ano passado e todos eles muito acima de 2019”, pré-pandemia, disse o presidente da APEL.

Em 2022, a Feira do Livro de Lisboa totalizou cerca de 772 mil visitantes.

Segundo Pedro Sobral, confirmaram-se “dois fenómenos” este ano na feira: “Muita gente nova e que não ia passear, mas à procura de certo tipo de livros e certo tipo de escritores. […] O segundo fenómeno é que mais do que uma feira é uma grande festa do livro e que atrai muitos daqueles que não leem”.

Para 2024, a organização volta a fixar o calendário entre maio e junho e com o desejo de alargar o perímetro da feira, para responder ao pedido dos associados de mais pavilhões.

“Estamos a estudar com a Câmara Municipal de Lisboa esse crescimento que poderá ir até mais vinte ou trinta pavilhões”, disse Pedro Sobral.

Últimas do País

Uma mulher foi violentamente agredida pelo companheiro quando tentava sair de casa com o filho de apenas dez meses nos braços. O homem acabou condenado a dois anos e meio de prisão, mas não terá de cumprir a pena na cadeia, uma vez que ficou suspensa.
A Operação Hermes já levou ao arresto de património avaliado em nove milhões de euros. Contas bancárias e outros bens ficaram sob controlo judicial, numa medida destinada a impedir a sua movimentação ou dissipação enquanto decorre a investigação.
A incidência do cancro do fígado está a aumentar em Portugal, com mais de 1.500 novos casos anualmente, segundo a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF), que lançou uma ação nacional de consciencialização sobre a doença.
Uma operação da GNR levou à apreensão esta madrugada de mais de 500 quilos de cocaína na praia da Tocha, em Cantanhede (Coimbra), tendo sido apreendida também uma viatura, adiantou esta força policial.
Mais de 30% dos profissionais de saúde em Portugal que participaram num estudo liderado pela Universidade de Coimbra (UC) identificaram a violência psicológica como frequente a generalizada no local de trabalho, revelou hoje aquela instituição.
Tem 61 anos e já foi condenado por crimes contra a autodeterminação sexual cometidos em diferentes unidades privadas de saúde. Agora, a PJ voltou a detê-lo, suspeito de abusar sexualmente de uma paciente durante uma consulta em Albufeira.
Tinha 21 anos e seguia no lugar do passageiro de um automóvel quando chamou a atenção dos militares da GNR. Uma revista revelou duas armas brancas, duas armas de airsoft, um silenciador e um bastão.
Mais de 300 inspetores da Polícia Judiciária foram mobilizados para uma operação de grande dimensão contra um alegado esquema de fraude fiscal no comércio europeu de telemóveis. Há dezenas de detenções e centenas de buscas.
Dois em cada três jovens europeus afirmam ter sido vítimas de abusos, negligência, violência doméstica ou outras experiências adversas semelhantes durante a infância, segundo um inquérito divulgado hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O Sindicato dos Técnicos da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (SinDGRSP) cumpre hoje um dia de greve e uma manifestação junto à cadeia do Porto, por entender que a portaria sobre carreiras está aquém do negociado.