As cinco greves marcadas para as JMJ

©Facebook\JMJ

Pelo menos cinco greves e uma concentração de forças de segurança estão convocadas pelos sindicatos para finais de julho e primeira semana de agosto, coincidindo com a Jornada Mundial de Juventude (JMJ), com o Papa Francisco.

Médicos, revisores e trabalhadores de bilheteiras da CP, trabalhadores de ‘handling’ nos aeroportos e funcionários das escolas que vão acolher peregrinos em Lisboa são os setores afetados pelas greves.

Em entrevista à Lusa, em junho, o bispo Américo Aguiar, presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, disse entender que se anunciem formas de luta, atendendo à “visibilidade do acontecimento”, mas também acredita “nos portugueses e nos trabalhadores portugueses” e no “bom senso de todos”.

Mas se, no fim da jornada, concluiu, “alguns possam dizer que, em razão da jornada, melhoraram também as suas condições de trabalho e remuneração, de logística, é excelente, magnífico”.

Saúde: greves de médicos e enfermeiros

A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) ameaça com uma greve nos primeiros dias da jornada, entre 01 e 02 de agosto, caso o Governo não recue nas “linhas vermelhas” que a federação traçou na negociação em curso.

O Sindicato Independente dos Médicos, que já anunciou um conjunto de paralisações, incluindo três dias de greve nacional ainda este mês, decidiu depois suspender a greve às horas extraordinárias nos concelhos de Lisboa, Loures e Odivelas nos dias da JMJ, para evitar prejuízos durante a iniciativa.

Também os enfermeiros poderão parar durante a JMJ, após o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) ter marcado uma greve entre 01 e 04 de agosto.

A paralisação abrange a totalidade dos 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, em todos os serviços públicos, e decorre entre as 00h00 de 01 de agosto e as 24h00 de 04 de agosto.

Transportes: bilheteiras da CP e trabalhadores de ‘handling’

A greve parcial dos revisores e trabalhadores das bilheteiras na CP foi alargada até 06 de agosto, abrangendo o período em que decorre em Lisboa a JMJ e poderá afetar os comboios que vão transportar peregrinos.

Luís Bravo, presidente do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), disse que, em agosto, a greve vai afetar os comboios especiais disponibilizados pela empresa para a JMJ.

“Estes comboios especiais são normalmente disponibilizados pela empresa para eventos especiais, como concertos, e, neste caso, vai afetar os da jornada da juventude, para a qual estão previstos 48 comboios especiais”, contou.

Educação: funcionários de escolas em dúvida

Embora não haja ainda indicação de ações de protestos de professores, que desde o ano passado têm promovido numerosas greves e manifestações, os trabalhadores não docentes poderão parar durante a JMJ, quando se prevê que muitas escolas acolham jovens peregrinos.

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas convocou a greve para decorrer entre as 00h00 e as 24h00 do período entre 31 de julho e 04 de agosto.

O sindicato estima que milhares de funcionários estejam a ser chamados para trabalho suplementar nas cerca de 900 escolas que deverão abrir portas para receber peregrinos.

Forças de segurança: protesto à porta de Marcelo e Francisco

Uma concentração de elementos das forças de segurança junto à Presidência da República enquanto Marcelo Rebelo de Sousa estiver a receber o Papa Francisco é um dos protestos que deverão marcar a JMJ, na primeira semana de agosto.

A Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, que agrega GNR, PSP, Polícia Marítima, SEF, ASAE e Guarda Prisional, prevê ainda, entre 24 e 26 de julho, entregar panfletos em aeroportos, portos e fronteiras para que os visitantes “saibam como são tratadas as forças e serviços de segurança”.

Além destas ações públicas, a CCP tem ainda “algumas surpresas” para o período entre 01 e 06 de agosto, em que decorre a JMJ, argumentando que os profissionais dos serviços de segurança têm de ser criativos, pois nem “todos têm direito à greve”.

Últimas do País

A GNR deteve um homem de 30 anos em Foz Côa, no distrito da Guarda, por crime cometido na Alemanha, segundo informação divulgada hoje.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve hoje dois funcionários de um museu em Lisboa por suspeitas de emissão de bilhetes com desconto ou gratuitos em situações não abrangidas, apropriando-se do valor pago pelos visitantes.
A Polícia Judiciária capturou 65 pessoas procuradas pela justiça estrangeira nos primeiros três meses de 2026, quase metade das detenções realizadas durante todo o ano anterior. O aumento dos mandados internacionais e o reforço da cooperação policial explicam a subida dos números.
A greve de 24 horas dos trabalhadores não docentes, convocada pelo Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (Sinape), fechou esta manhã várias escolas secundárias e básicas nos distritos de Lisboa, Coimbra e Setúbal, constatou a Lusa no local.
O sistema informático do SNS está em baixo desde cerca das 10h00 desta segunda-feira em várias unidades locais de saúde, impedindo os médicos de passar receitas e de aceder aos processos eletrónicos dos doentes, alertou esta segunda-feira a Fnam. A RTP apurou que as falhas estão a registar-se a nível nacional.
Um em cada três concelhos portugueses tem, pelo menos, 10% de residentes de nacionalidade estrangeira. No Algarve, há municípios onde esta população ultrapassa os 40%.
Informações falsas e práticas potencialmente perigosas preocupam os médicos. Ordem exige mais fiscalização para proteger os doentes.
Manuel Pinho foi condenado a oito anos e meio de prisão, mas nunca cumpriu um único dia numa cadeia. O antigo ministro de José Sócrates passou quase cinco anos em prisão domiciliária, na sua quinta, em Braga, antes de recuperar a liberdade.
Sondagem da Intercampus revela que os portugueses não acompanham a decisão antecipada do líder socialista de viabilizar o Orçamento do Estado para 2027.
Mais de 91% das Unidades de Saúde Familiares registaram no último ano três ou mais episódios de indisponibilidade de aplicações informáticas e mais de 82% registaram falhas de material básico, revela um estudo que é esta sexta-feira apresentado.