Está nas “mãos do Governo” evitar greve que vai afetar milhares de consultas

© D.R.

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) alertou hoje que “está nas mãos do Governo” evitar a greve de um mês ao trabalho extraordinário dos médicos de família, que vai afetar “muitas dezenas de milhar de consultas”.

“Fazemos um derradeiro alerta ao Governo para atentar a esta situação, para a levar muito a sério”, adiantou o SIM em comunicado, ao garantir que a greve entre 24 de julho a 24 de agosto nos cuidados de saúde primários só foi marcada “depois de se ter esgotado todas as medidas”.

Segundo o sindicato liderado por Jorge Roque da Cunha, com esta paralisação ficarão “comprometidos os atendimentos complementares nos centros de saúde e os prolongamentos de horários”, numa altura em que mais de 1,5 milhões de pessoas estão sem acesso a médico de família, a que se juntam “dezenas de milhares de emigrantes”.

“Estes utentes apenas têm a possibilidade de aceder a consultas nos cuidados de saúde primários através da prestação de trabalho extraordinário, que se tem agravado com o número crescente de utentes sem médico de família”, alertou ainda o SIM.

O sindicato garantiu ainda que considera a greve uma “forma de protesto extrema”, que vai afetar “muitas dezenas de milhares de consultas, onde se incluem grávidas e crianças”, e aumentar “ainda mais a pressão nos serviços de urgência” dos hospitais.

“Esperamos que dada a sua incapacidade e incompetência, [o Governo] não instigue os cidadãos contra os médicos que nas últimas décadas se têm sacrificado pelo Serviço Nacional de Saúde e pela saúde dos portugueses”, sublinhou também a estrutura sindical.

Além desta paralisação às horas extraordinárias, o SIM marcou uma outra greve de âmbito nacional para 25, 26 e 27 de julho, em protesto contra “a incapacidade” do Governo em “apresentar uma grelha salarial condigna” para os médicos nas negociações que decorrem desde 2022 e que prosseguem na sexta-feira.

Últimas do País

Cerca de 170 estradas continuam hoje cortadas ao trânsito devido ao mau tempo, incluindo seis troços de autoestradas, e Coimbra é o distrito com mais vias interditas à circulação, segundo a GNR.
As autoridades detiveram cinco pessoas e apreenderam armas e 1,5 toneladas de cocaína numa operação policial em Faro, Setúbal, Aveiro e Guarda, desmantelando uma organização criminosa transnacional, foi hoje divulgada.
O Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, ativado a 01 de fevereiro, foi hoje desativado tendo em conta o desagravamento dos cenários de risco meteorológico e hidrológico, anunciou a Proteção Civil.
A situação das cheias no rio Tejo evolui de forma lenta mas gradual no Médio Tejo e na zona da Lezíria, mantendo-se o alerta amarelo ativo e várias estradas submersas.
O sul do país tem água armazenada que dá para “dois a três anos”, com todas as barragens “literalmente cheias”, afirmou o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), admitindo que se podem bater recordes nacionais nas albufeiras.
Cerca de 4.500 clientes da E-Redes nas localidades afetadas pela depressão Kristin, que passou pelo continente em 28 de janeiro, continuavam às 07:00 de hoje sem energia elétrica, segundo a empresa.
A ASAE instaurou dois processos-crime por venda de telhas acima do valor afixado nos concelhos da Batalha (Leiria) e Coimbra, indicou ontem a autoridade, que tem realizado várias ações de fiscalização nas zonas afetadas pelas tempestadas.
Seis distritos do litoral norte e centro estão atualmente sob aviso amarelo, devido à previsão de agitação marítima, disse esta sexta-feira, 20 de fevereiro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Pelo menos 157 escolas estiveram encerradas na sequência das tempestades que atingiram Portugal nas últimas semanas, segundo um inquérito divulgado esta quinta-feira pela Missão Escola Pública em que 81 agrupamentos relatam ter sido afetos pelo mau tempo.
O rebentamento do dique dos Casais, em Coimbra, provocou prejuízos de mais de dois milhões de euros nas instalações de uma empresa centenária de produção de plantas ornamentais, cuja reabertura será difícil este ano.