Elementos das forças de segurança protestam em Faro contra o Governo

© Facebook/PSP

Cerca de dezena e meia de elementos de forças e serviços de segurança mostraram hoje aos turistas, em Faro, que o seu “esforço profissional” para tornar Portugal “um dos países mais seguros” continua a ser ignorado pelo Governo.

“O nosso objetivo, mais uma vez, é fazer ver ao governo o quanto trata bastante mal as suas forças de segurança”, disse à agência Lusa João Francisco, dirigente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP).

Durante a manhã, os profissionais de várias forças e serviços de segurança presentes no Aeroporto de Faro distribuíram aos turistas centenas de panfletos em seis línguas (português, espanhol, inglês, francês, alemão e italiano), sob o mote “O amor à camisola tem um preço”, em que afirmam estar “fartos de ser ignorados pelo Governo”.

“Todos os dias dizem à boca cheia que Portugal é um país seguro (…), [mas] quem tutela dá uma imagem aos meios de comunicação e às populações que não é real. Se Portugal é um dos países mais seguros do mundo, como eles dizem, é graças ao suor da nossa camisola”, prosseguiu João Francisco.

O panfleto serve para os turistas “terem noção de que não é só apanhar um bilhete e vir para Faro, Lisboa, Porto, correr tudo bem, passam aqui umas férias maravilhosas e voltam ao seu país”.

“Eles têm de saber o porquê. É graças ao nosso esforço profissional”, sublinhou o dirigente da ASPP/PSP.

Os profissionais das forças de segurança exigem a revisão salarial, mudanças nos subsistemas de saúde e melhores condições de trabalho, temas que têm sido alvo de diversas reuniões com membros da tutela.

“Por diversas vezes, já lhes fizemos ver que não é com ordenados miseráveis que eles [Governo] conseguem atrair gente para as forças de segurança, e eles não querem saber. (…) Hoje em dia, entre aspas e com muito respeito, qualquer pessoa que está numa caixa de supermercado, que está a lavar carros ou que está nas obras, ganha tanto ou mais que um agente das forças de segurança e não têm um décimo do risco que a gente passa todos os dias”, afirmou.

Especificamente no Algarve, o dirigente da ASPP/PSP assegurou que os problemas relativos à falta de efetivos são “gritantes”, dando o exemplo da esquadra de PSP de Olhão, onde exerce funções.

“É uma terra difícil e todos os dias há situações. E agora, somos dois, três, quatro [agentes por escala] para uma cidade que, no verão, é capaz de andar à volta dos seus 50 a 70 mil habitantes”, apontou. Os dados dos Censos de 2021 indicam que Olhão tem uma população residente de 44.614 pessoas.

Também Luís Matos, da Associação de Profissionais da Guarda (APG/GNR), lamentou que os profissionais estejam a garantir a segurança dos turistas, durante a JMJ, “a troco de nada”.

“Basicamente, férias cortadas, horas a mais de serviço e falta de equipamentos e meios humanos”, referiu à Lusa, acrescentando que, no Algarve, “faltam muitos militares [à GNR] para garantir o policiamento e a segurança dos cidadãos que vêm de férias”.

Os maiores sindicatos e associações das forças e serviços de segurança, como PSP, GNR, SEF, ASAE, Polícia Marítima e Guardas Prisionais, estão em protesto, até quarta-feira, nos Aeroportos de Faro, Lisboa e Porto, na Gare do Oriente e no Porto Marítimo de Lisboa, na antecâmara da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

As ações, organizadas pela Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, vão prosseguir nas próximas semanas, incluindo, no dia 02 de agosto, uma concentração junto à residência oficial do Presidente da República.

Últimas do País

Quatro suspeitos encapuzados terão entrado num prédio no Monte do Estoril e efetuado vários disparos, num alegado ajuste de contas. No local ficaram invólucros de munições e vestígios de sangue. O grupo fugiu em duas viaturas, tendo uma delas sido localizada pela polícia em Alcabideche.
Ficha de avaliação identifica expressamente «PARTIDÁRIOS» como motivo para a não seleção de um candidato que, segundo a denúncia, é militante do CHEGA.
Três trabalhadores de assistência em terra do Aeroporto Humberto Delgado integravam alegadamente uma rede internacional de tráfico de droga que utilizava Lisboa como porta de entrada de cocaína na Europa. A Polícia Judiciária intercetou 117 quilos de droga provenientes do Brasil e deteve quatro suspeitos, todos colocados em prisão preventiva.
Um homem de 49 anos e uma mulher de 40 foram detidos pela Polícia Judiciária, suspeitos de manterem uma mulher em cativeiro durante mais de 20 horas, sujeitando-a a agressões, violência sexual e ameaças com uma arma de fogo. O casal acreditava que a vítima tinha denunciado uma situação que levou à institucionalização dos seus dois filhos, ambos menores de quatro anos.
Um jovem de 19 anos, sem carta de condução, perdeu o controlo do automóvel e embateu violentamente contra um poste de iluminação junto à Segurança Social de Santarém. O impacto arrancou o motor da viatura.
O Ministério Público investiga Liliana Fonseca por suspeitas de burla e falsificação de documentos. A mulher alegava ter contactos na Câmara de Lisboa capazes de garantir casas com rendas acessíveis, mediante pagamentos de milhares de euros. Algumas vítimas entregaram as poupanças de uma vida, mas continuam sem casa e sem conseguir recuperar o dinheiro.
A percentagem de alunos estrangeiros no Ensino Secundário em Portugal passou de 8% para 23,8% entre os anos letivos de 2021/2022 e 2023/2024. Os dados revelam também diferenças nas taxas de conclusão: 79% dos alunos portugueses terminam os cursos em três anos, contra 54% dos brasileiros e 44% dos cabo-verdianos.
Dois homens, residentes em Vila Nova de Gaia, foram detidos por furto, extorsão, falsificação de documentos e fraude fiscal durante uma investigação por tráfico e viciação de automóveis, indicou a Polícia Judiciária (PJ).
A PSP deteve na terça-feira dois homens, de 24 e 27 anos, na freguesia de Campo de Ourique, em Lisboa, por tráfico de estupefacientes, apreendendo mais de 23 quilos de heroína e um quilo de cocaína, além de munições.
Um homem de 68 anos foi detido pela GNR por suspeita de incêndio florestal em Alter do Chão, no distrito de Portalegre, após ter utilizado o fogo para realizar uma queimada extensiva que se descontrolou.