Papa alerta para “urgência dramática de cuidar da casa comum”

©Facebook\worldyouthday

O Papa alertou hoje para a “urgência dramática de cuidar da casa comum” e pediu para que seja redefinido o que se chama de progresso e evolução.

“Como alguns de vós sublinharam, devemos reconhecer a urgência dramática de cuidar da casa comum. No entanto, isso não pode ser feito sem uma conversão do coração e uma mudança da visão antropológica subjacente à economia e à política”, afirmou Francisco.

Na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, na primeira iniciativa pública do seu segundo dia de deslocação a Portugal para presidir à Jornada Mundial da Juventude (JMJ), após ouvir testemunhos de quatro jovens e da reitora da instituição, que abordaram diversos temas, Francisco sustentou que, no âmbito da defesa do planeta, as pessoas não se devem contentar “com simples medidas paliativas ou com tímidos e ambíguos compromissos”.

“Neste caso, os meios-termos são apenas um pequeno adiamento do colapso”, declarou, mencionando a sua encíclica “Laudato si’”, para defender tratar-se, “pelo contrário, de tomar a peito o que infelizmente continua a ser adiado, a necessidade de redefinir” o que se designa de progresso e evolução.

Para o chefe de Estado do Vaticano, que na quarta-feira tinha abordado a temática ambiental, “em nome do progresso, já abriu caminho muito retrocesso”, preconizando que a atual geração é que “pode vencer este desafio”.

“Tendes instrumentos científicos e tecnológicos mais avançados, mas, por favor, não vos caiam na cilada de visões parciais”, declarou, defendendo a necessidade de uma ecologia integral, de escutar o sofrimento do planeta juntamente com o dos pobres, de colocar o drama da desertificação em paralelo com o dos refugiados, o tema das migrações juntamente com o da queda da natalidade, adiantou, rejeitando polarizações, mas antes “visões de conjunto”.

Últimas do País

As prisões portuguesas voltaram a aproximar-se do limite e a Justiça já admite discutir soluções para reduzir o número de reclusos. A sobrelotação agrava-se, os recursos escasseiam e várias cadeias operam acima da capacidade instalada.
Os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga estarão com aviso até às 21:00 de hoje, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Uma crítica ao Governo sobre o aumento do custo de vida foi emitida no Telejornal da RTP e desapareceu horas depois da mesma reportagem transmitida na RTP Notícias. O caso levou o Conselho de Redação a pedir explicações à direção de informação da estação pública.
Apanhar transportes públicos em Portugal pode deixar de ser um puzzle diário. O partido liderado por André Ventura conseguiu aprovar uma proposta para criar um sistema único de bilhética nacional, permitindo utilizar diferentes operadores com uma única solução integrada.
A Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar (SPEPH) manifestou hoje uma "profunda preocupação" face às recentes medidas implementadas no Sistema Integrado de Emergência Médica, alertando para o risco de um "retrocesso significativo" na assistência clínica aos cidadãos.
Uma mulher morreu hoje à tarde atropelada por um comboio intercidades na zona de Torre Novas, distrito de Santarém, disse à Lusa fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR).
A sondagem Aximage mostra crescimento do CHEGA nas intenções de voto. Portugueses apoiam redução da idade da reforma e rejeitam medidas que retiram direitos aos trabalhadores.
Um recluso, de 34 anos, evadiu-se este sábado à tarde da cadeia de Ponta Delgada, nos Açores, mas acabou por ser capturado 40 minutos depois, numa casa nas imediações, segundo o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP).
Uma mulher de 22 anos apresentou queixa de violação contra um homem, de 25 anos, crime que afirmou ter ocorrido na madrugada de sexta-feira no Queimódromo do Porto, disse à Lusa fonte policial.
Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar alertou hoje para “os riscos imediatos” da nova lei orgânica do INEM, considerando que poderá traduzir-se numa “redução grave da capacidade de resposta da emergência médica” no país.