Dois sismos com magnitude 2,4 e 1,9 sentidos na ilha Terceira

© D.R.

Dois sismos com magnitude 2,4 e 1,9 na escala de Richter foram sentidos hoje e na quinta-feira na ilha Terceira, informou o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA).

Segundo o CIVISA, o primeiro sismo foi sentido na quinta-feira, às 22:47 locais (23:47 em Lisboa) e o segundo às 01:05 locais (02:05 em Lisboa) de hoje.

O primeiro evento, com magnitude 1,9 na escala de Richter, teve o epicentro a cerca de dois quilómetros a lés-nordeste da Serreta.

“De acordo com a informação disponível até ao momento, o sismo foi sentido com intensidade máxima III (escala de Mercalli Modificada) na freguesia da Serreta (concelho de Angra do Heroísmo)”, referiu a fonte em comunicado.

O segundo sismo, registado hoje e com magnitude 2,4, teve o epicentro a cerca de quatro quilómetros a sudeste de Raminho.

O CIVISA adiantou que “foi sentido com intensidade máxima IV (escala de Mercalli Modificada) nas freguesias da Serreta, Raminho e Altares (concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira), e na freguesia dos Biscoitos (concelho de Praia da Vitória, ilha Terceira)”.

O evento foi ainda sentido com intensidade III/IV na freguesia das Quatro Ribeiras (Praia da Vitória).

Segundo o CIVISA, ambos os eventos se inserem “na crise sismovulcânica em curso na ilha Terceira desde junho de 2022”.

De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

A escala de Mercalli Modificada mede os “graus de intensidade e respetiva descrição”.

Com uma intensidade III, considerada fraca, o abalo é sentido dentro de casa e os objetos pendentes baloiçam, sentindo-se uma “vibração semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados”, revela o Instituto do Mar e Atmosfera (IPMA) na sua página da Internet.

Quando há uma intensidade IV, considerada moderada, os carros estacionados balançam, as janelas, portas e loiças tremem, e os vidros e loiças chocam ou tilintam, podendo as paredes ou estruturas de madeira ranger, descreve o IPMA.

Últimas do País

Quinze pessoas deram entrada no Hospital de Santo André, em Leiria, por intoxicação com monóxido de carbono com origem em geradores, após a depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar.
O candidato presidencial André Ventura apontou hoje um "falhanço do Estado" na gestão dos efeitos do mau tempo e apelou ao Governo que lance uma linha de apoio a fundo perdido e empenhe mais militares na ajuda às populações.
O Comando de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo alertou hoje para o risco de ocorrência de inundações, cheias, penetrações de terras e derrocadas devido ao mau tempo e à subida dos caudais.
O Hospital de Santo André, em Leiria, recebeu 545 feridos com traumas devido a situações relacionadas com acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução após a depressão Kristin, revelou à Lusa fonte hospitalar.
O presidente do conselho de administração da E-Redes, José Ferrari Careto, afirmou hoje não haver previsibilidade sobre quando será possível ter o restabelecimento total de energia elétrica à região afetada pela depressão Kristin.
Com casas destruídas, dias sem eletricidade e prejuízos que contam-se em milhares de euros, o Governo respondeu à tempestade Kristin com cheques de poucas centenas. População aponta os apoios como “desfasados da realidade” e incapazes de responder aos custos reais de recuperação.
Um homem morreu na madrugada de hoje no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, disseram à Lusa fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Proteção Civil.
Luís Montenegro declarou o prolongamento do estado de calamidade até dia 8 de fevereiro, logo após a reunião de Conselho de Ministros, em São Bento.
O Governo reúne-se hoje em Conselho de Ministros extraordinário para analisar a situação de calamidade, as medidas de prevenção para os próximos dias e a recuperação das zonas afetadas pela depressão Kristin.
A pilhagem de cabos elétricos na Marinha Grande, distrito de Leiria, é um dos motivos para a falta de água no concelho, um dos mais fustigados pela tempestade da passada quarta-feira, disse hoje o presidente da Câmara.