Interrupções voluntárias da gravidez aumentaram 15% em 2022 face a 2021

Cerca de 15.600 interrupções da gravidez por opção da mulher nas 10 primeiras semanas de gestação foram realizadas em 2022, mais 15% face a 2021, a maioria em hospitais públicos, segundo dados da Entidade Reguladora da Saúde (ERS).

© D.R

Apesar da maioria das 15.616 interrupções voluntárias da gravidez (IVG) terem sido realizadas no Serviço Nacional de Saúde, verificou-se “um ligeiro aumento” da percentagem de IVG realizadas no setor privado nos anos de 2020 e 2022 (12% em 2020 e 24% em 2022, face ao respetivo ano transato)”, refere a ERS num estudo hoje divulgado.

“Em muitos casos não foi possível identificar o motivo associado à diferença entre o número de consultas prévias e IVG realizadas, uma vez que os registos administrativos nem sempre permitem quantificar estes dados, tendo sido apuradas 1.366 situações em que o procedimento não foi realizado por ter sido ultrapassado o prazo legalmente estabelecido”, adianta.

Segundo o Relatório de Análise Preliminar dos Registos das Interrupções da Gravidez (2018-2021) da Direção-Geral da Saúde, o número de IVG tinha diminuído de forma consistente desde 2011, tendo-se registado 11.640 em 2021.

O estudo da ERS visou averiguar “a eventual existência de obstáculos ao acesso à IVG, nomeadamente através da análise transversal dos procedimentos em vigor nos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde do SNS”, analisar a oferta deste tipo de cuidados de saúde, a evolução do número de IVG realizadas, bem como o cumprimento dos prazos legalmente estabelecidos.

Para o conjunto das IVG realizadas em 2022, o tempo médio de espera para consulta prévia foi inferior ao legalmente estabelecido (cinco dias).

O estudo denominado “Acesso à Interrupção Voluntária da Gravidez no Serviço Nacional de Saúde” identificou ainda situações em que o intervalo de tempo entre a consulta prévia e a IVG foi igual ou inferior a três dias, o que para a ERS “constitui um indício do não cumprimento do período de reflexão, com a maioria das situações a observar-se na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo”.

Em 2022, a região de saúde do Centro registou um tempo médio de espera entre o pedido de marcação e a realização da consulta prévia superior a cinco dias, situando-se o tempo médio da região de saúde do Algarve próximo do legalmente estabelecido, revela a ERS.

“Embora em muitos casos não tenha sido possível identificar o motivo associado à diferença entre o número de consultas prévias e IVG realizadas, apuraram-se 1.366 situações em que o procedimento não foi realizado por ter sido ultrapassado o prazo legalmente estabelecido”, destaca.

Últimas do País

Um homem e uma mulher detidos na sexta-feira na posse de 22,7 quilos de haxixe, estão em prisão preventiva, indicou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).
O furto de cabos e de gasóleo de geradores tem afetado a reposição do abastecimento de água no concelho de Porto de Mós, no distrito de Leiria, disse hoje o vereador Eduardo Amaral, que manifestou revolta.
Cerca de 211 mil clientes da E-Redes continuavam hoje às 06:00 sem luz em Portugal continental, a maior parte na zona de Leiria, na sequência da depressão Kristin na madrugada de quarta-feira.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um período prolongado de chuva na próxima semana em todo o território continental, mas sobretudo no norte e centro, regiões atingidas pelo mau tempo nos últimos dias.
O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) reconheceu hoje que tem os próximos dois dias para preparar as albufeiras para a próxima semana, que será "muito complicada" face à previsão de chuva em todo o território continental.
Um serviço de urgência de Ginecologia e Obstetrícia vai estar encerrado no sábado, e três vão estar encerrados no domingo, sobretudo nas regiões de Lisboa e Setúbal, segundo as escalas publicadas no Portal do SNS.
A Direção-Geral da Saúde alerta para riscos na segurança da água e dos alimentos após a tempestade Kristin e os cortes de energia, recomendando cuidados no consumo, na alimentação e no saneamento para proteger a saúde da população.
A idade média com que os portugueses se reformam aumentou 8,5 meses entre 2018 e 2024, mesmo com a estabilização da idade legal de acesso à pensão, segundo dados analisados por economistas do Banco de Portugal (BdP).
A ministra do Ambiente e Energia disse hoje, durante uma deslocação à Marinha Grande, que foram distribuídos 200 geradores pelas zonas afetadas pela depressão Kristin, na quarta-feira, e garantiu que ainda há mais disponíveis.
O Governo aprovou na quinta-feira, em Conselho de Ministros, o decreto que reclassifica o edifício da Livraria Lello e Irmão, no Porto, como Monumento Nacional, que conclui um processo de sete anos.