Assaltos, agressões, rixas. Assim vai o nosso país (o sétimo mais seguro do mundo!)

© Folha Nacional

As últimas semanas têm sido marcadas por diversas ações violentas, o que mostra um aumento da criminalidade grave e violenta com consequências gravosas para as vítimas.

No início do mês de setembro, várias pessoas ficaram feridas na sequência de desacatos na Festa das Vindimas, em Palmela, no distrito de Setúbal. Uma festa tradicional, que é frequentada por famílias, adultos, jovens e crianças, ficou marcada por um desentendimento que deixou um jovem de 19 anos gravemente ferido depois de ter sido esfaqueado.

Os desacatos, que envolveram o manuseamento de uma arma branca, deixaram, segundo fonte da GNR, “vários feridos”.

Cinco dias depois, vários órgãos de comunicação social noticiaram que mais de 60 pessoas se envolveram numa rixa no interior do edifício da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto.

Na origem do desentendimento esteve o sorteio da Junta de Freguesia para atribuição dos lugares para a venda ambulante de castanhas no período do outono. Quem assistiu à rixa descreveu o sucedido como se tendo tratado de uma “batalha campal”.

Três pessoas sofreram ferimentos causados por garrafas de vidro e precisaram de receber assistência por parte do INEM. Dois dias depois, desta feita em Chaves, dois jovens, de 18 e 24 anos, foram esfaqueados em Outeiro Seco no último dia da Festa de Nossa Senhora da Azinheira.

Na origem esteve uma rixa entre um grupo de jovens, que deixou uma das vítimas em estado grave. No mesmo dia, mas em Vila Nova de Gaia, um homem de 47 anos sofreu ferimentos graves depois de ter sido esfaqueado. As agressões, que tiveram origem, novamente, numa rixa, provocaram ainda ferimentos a uma mulher de 51 anos e a um outro homem que também precisou de receber tratamento hospitalar.

Mais recentemente, na madrugada do último sábado, dia 9, uma rixa violenta entre vários homens levou a uma invasão de um estabelecimento de diversão noturna na Moita, distrito de Setúbal.

Segundo o Correio da Manhã, a rixa começou na via pública onde uma das vítimas foi atirada ao chão, pontapeada e levada para o interior do Kais Club. Os agressores seguiram também para o estabelecimento, provocando uma onda de desacatos que só terminou com a chegada da GNR.

Estes são os casos mais mediatizados na primeira semana de setembro, mas muitos outros têm sido noticiados ao longo dos últimos meses, pelo que há a perceção clara de que a criminalidade grave e violenta está a aumentar e a envolver tantos os mais jovens como os mais idosos.

A título de exemplo, em julho passado, um idoso de 85 anos morreu no Hospital de Torres Vedras depois de ter sido brutalmente espancado no interior do seu carro.

O agressor terá sido um vizinho de 19 anos. Antes, em abril, um idoso de 90 anos tinha sido assaltado em casa e espancado com violência por um casal de ladrões.

O crime ocorreu em Paços de Ferreira e os ladrões fugiram com 400 euros. No mesmo mês, mas na Amadora, um idoso de 86 anos foi golpeado com um x-ato num supermercado, tendo sofrido ferimentos graves. Novamente, na sequência de um assalto.

Para André Ventura é “inegável” que a “criminalidade grave e violenta tem vindo a aumentar, com especial enfoque em rixas de grupos de jovens”, mas também o número de assaltos tem sofrido um aumento exponencial, tendo em conta as notícias que todos os dias são publicadas pela imprensa nacional. “O sentimento de insegurança nas ruas é real.

Há pessoas, nomeadamente as mais velhas, que têm medo de sair de casa a partir de determinada hora, o que não é suposto acontecer num país que é publicitado pelo seu governo como sendo dos mais seguros do mundo”, apontou Ventura, atirando para o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) relativo a este ano que só será conhecido em março de 2024. “Vamos ver se o RASI será, como aparenta que tem sido, um documento que escamoteia a realidade dos factos ou se irá expor fidedignamente o número de crimes que ocorrem em Portugal”, frisou.

Já no ano passado o Presidente do CHEGA tinha alertado para o facto de os números que constam do RASI, elaborado pelo Governo com base nos números enviados pelas forças de segurança, não corresponderem à realidade. Aliás, o partido liderado por André Ventura chegou a propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os relatórios dos últimos dez anos.

Tal como no ano passado, o Presidente do CHEGA alerta para o facto de a “criminalidade que as pessoas veem e sentem no seu dia-a-dia não ser aquela que o RASI nos mostra todos os anos”.

Últimas do País

A Associação de Empresas de Medicina do Trabalho alertou hoje que a falta de médicos está a impedir o cumprimento da lei e apelou ao Governo para adotar medidas urgentes que evitem sanções às empresas por atrasos nas consultas.
Em quase um ano e meio, as autoridades portuguesas apreenderam cerca de 41 toneladas de cocaína, que dariam para compor "pelo menos 410 milhões de doses individuais", anunciou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
O INEM está a apurar as circunstâncias em que uma jovem morreu, em Vila Real, depois de um alerta para uma paragem cardiorrespiratória e de se ter verificado a inoperacionalidade da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).
O novo Programa Nacional de Saúde Escolar (PNSE), que estará em vigor até 2030, prevê um reforço da ideologia de género e educação para a sexualidade nas escolas portuguesas, incluindo conteúdos relacionados com diversidade, autoestima e mudanças corporais.
Portugal integra os países que passaram a estar na rota do tráfico de cocaína para a Europa por via marítima e que cada vez mais utiliza submersíveis que podem transportar até 10 toneladas, alerta um relatório divulgado esta sexta-feira.
O concelho de Abrantes aguarda ainda intervenções em estradas afetadas pelas cheias e pela tempestade Kristin, cinco meses após as intempéries, criticando a insuficiência dos apoios para responder a prejuízos estimados em mais de 16 milhões de euros (ME).
Um menino autista de seis anos ficou sem as terapias de que depende para o seu desenvolvimento depois de denunciar aos pais uma alegada agressão durante uma sessão. A família acusa o Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Fafe de responder à denúncia com a suspensão do tratamento e prepara uma queixa-crime.
Sandra Pereira revelou estar em tratamento oncológico e afirmou que nunca deixou de trabalhar. Contudo, "esta não é a realidade dos portugueses. Nem todas as pessoas conseguem por inúmeros fatores", tal como evidenciou a deputada do CHEGA Cristina Rodrigues.
O líder do CHEGA acusa Governo de abandonar quem trabalha e desconta para viabilizar a Prestação Social Única com o apoio do PS. O partido liderado por André Ventura votou contra o diploma.
Um homem esfaqueou hoje uma mulher num centro comercial de Leiria, pôs-se em fuga de imediato e acabou detido em Lisboa, confirmou à agência Lusa fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP).