Empregada doméstica condenada a prisão por burlar patrão em Coimbra

O Tribunal de Coimbra condenou hoje a quatro anos de prisão efetiva uma mulher de 61 anos acusada de burlar o patrão em mais de 80 mil euros, quando era sua empregada doméstica, entre 2015 e 2019.

© D.R

juíza que presidiu ao coletivo do Tribunal de Coimbra referiu que todos os factos constantes do despacho de pronúncia foram dados como provados, tendo optado por uma pena de prisão efetiva pelo registo criminal já longo da arguida.

De acordo com a juíza, a mulher de 61 anos começou a sua atividade criminosa em 1999, tendo sido condenada a vários crimes, entre os quais burla, falsificação e tráfico de droga.

Para o Tribunal de Coimbra, “caiu por terra” a tese da arguida, de que teria uma relação de amizade com o seu patrão e que o dinheiro lhe foi facultado por livre vontade do ofendido.

Nesse sentido, o coletivo decidiu aplicar uma pena de quatro anos de prisão efetiva pela prática de um crime de burla qualificada (até aos cinco anos de pena pode ser aplicada uma suspensão da execução da pena).

Durante o julgamento, a arguida vincou que nunca teve intenção de burlar o seu patrão e realçou que aquele a tratava como a uma filha.

Durante os primeiros anos iam conferindo as contas, o que admitiu que deixou de acontecer em data que não soube precisar.

“Quando me deu os 10 mil euros disse-me para levantar o dinheiro e fazer dele o que quisesse”, sublinhou, justificando, assim, vários levantamentos diários de 400 euros, o montante máximo permitido.

Ao longo de duas horas, relatou ainda “a falta de coragem” em contar ao patrão que se ausentou para cumprir uma pena de prisão de três meses, dando como justificação um internamento para tratamento.

Nesta primeira sessão do julgamento foi ainda ouvido, como testemunha, o filho “do meio” da vítima, empresário da construção civil, que explicou que, ao longo dos cinco anos, notou uma crescente proximidade do seu pai com a empregada doméstica, que inclusive conduzia o seu Jaguar, com o qual chegou a sofrer um acidente.

Durante as alegações finais, a advogada de defesa solicitou a absolvição da mulher de 61 anos, sustentando que esta não teve intenção de lesar o idoso, acrescentando ainda que, havendo dúvida razoável, deve ser aplicado o princípio do “in dubio pro reo”.

“Há uma ausência de dolo por parte da arguida. O assistente era generoso com a arguida e dispôs do seu dinheiro como quis”, referiu, ora para a “auxiliar” com os problemas de saúde, ora para a “agraciar”.

Últimas do País

O líder do CHEGA denuncia atrasos na comissão de inquérito à gestão do antigo diretor nacional da PJ e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves, e defende: “Não vejo nenhum motivo para que [a CPI] não seja aprovada.”
A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) revelou hoje que o curso de formação de Guardas que decorria em Portalegre "foi interrompido", devido à "existência de uma praga de percevejos" nas instalações.
Dois reacendimentos entre Alvito da Beira e a aldeia de Mó, no concelho de Proença-a-Nova, são, às 15.44 horas, as situações mais preocupantes no terreno, disse à agência Lusa o presidente da Câmara.
Sete pessoas morreram nas estradas entre 08 e 14 de setembro, menos três do que no mesmo período do ano passado, quando decorreu a campanha 'Cinto-me vivo', realizada pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), GNR e PSP.
Fiscalização descobriu um estabelecimento comercial em Algueirão-Mem Martins que estava a ser utilizado como residência permanente por várias pessoas. Operação nasceu de denúncias sobre alegadas habitações ilegais dentro de lojas e suspeitas de crianças em risco.
Uma pessoa morreu hoje junto ao apeadeiro da Aguda, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, depois de ter sido colhida por um comboio e a Linha do Norte foi retomada em via única.
Os portugueses já pagaram mais de dois mil milhões de euros em portagens para atravessar as pontes sobre o Tejo, um valor que supera em mais de duas vezes o custo nominal original das duas infraestruturas. Perante décadas de cobrança e uma fatura que continua a aumentar todos os anos, o CHEGA quer agora acabar com as portagens nas duas travessias do Tejo, através de uma iniciativa já entregue na Assembleia da República.
A PSP registou seis infrações nas primeiras horas do primeiro dia de proibição de veículos pesados sem destino às cidades do Porto ou de Gaia na Via de Cintura Interna (VCI), revelou hoje fonte do Comando Metropolitano do Porto.
O Ministério Público abriu um inquérito ao diretor nacional e a outros dirigentes da Polícia Judiciária por alegados crimes de falsas declarações e abuso de poder, confirmou a Procuradoria-Geral da República (PGR).
As autoridades policiais detiveram hoje nove pessoas suspeitas de auxílio ao tráfico de estupefacientes e apreenderam 100 jerricãs com combustível, no concelho de Albufeira, anunciou a Unidade de Controlo Costeiro da GNR.