MP não quer levar Cabrita e chefe de segurança a julgamento por atropelamento na A6

O Ministério Público (MP) defendeu que o ex-ministro Eduardo Cabrita e o seu antigo chefe de segurança, Nuno Dias, não devem ir a julgamento no processo do atropelamento mortal na Autoestrada 6 (A6), na zona de Évora.

© Facebook/eduardocabrita

No debate instrutório do processo, que está a decorrer nas instalações do Tribunal da Relação de Évora (TRE), o magistrado do MP considerou que não há indícios suficientes que sustentem a pronúncia destes dois arguidos.

No caso de ex-ministro da Administração Interna (MAI), o procurador referiu que, tal como foi dito na instrução, Cabrita ia a trabalhar e a responder a e-mails e telefonemas durante a viagem e não se apercebeu da presença do peão na via.

Também considerou que não ficou provado que o ex-ministro soubesse da velocidade a que seguia o veículo no interior do qual era transportado e disse que Eduardo Cabrita não deu indicações da velocidade do carro ao motorista.

Quanto ao então chefe de segurança, além de circular num outro automóvel, diferente daquele onde seguia Eduardo Cabrita, não tinha a perceção da velocidade a que seguia o carro do ex-ministro, entre outros argumentos, segundo o MP.

A fase de instrução deste processo prosseguiu com a continuação da audição do ex-ministro Eduardo Cabrita, que já tinha começado em junho e sofreu vários adiamentos.

Após terminada esta inquirição, começou o debate instrutório, com as alegações do MP e dos advogados dos três arguidos: Eduardo Cabrita, o motorista Marco Pontes, o único acusado no processo, por homicídio por negligência, e o chefe de segurança do então governante, Nuno Dias.

Últimas do País

Os distritos de Bragança, Guarda e Vila Real vão estar domingo sob aviso laranja, mantendo-se 14 distritos hoje sob aviso amarelo devido à previsão de tempo quente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A Guarda Nacional Republicana (GNR) montou uma megaoperação de prevenção e localização rápida de fogos florestais para responder à forte subida das temperaturas prevista para os próximos dias. O plano de contingência conta com a mobilização diária de 210 patrulhas móveis da Guarda e o apoio estratégico de mais 20 patrulhas das Forças Armadas.
Sondagem da Aximage e Intercampus coloca André Ventura isolado como principal rosto da oposição ao Governo. Líder do CHEGA regista 54% das preferências, mais do dobro de José Luís Carneiro, e surge em empate técnico com Luís Montenegro na confiança para chefiar o Executivo.
Uma rapariga e um rapaz, ambos de 17 anos, foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ) por serem “fortemente indiciados” da prática de um crime de incêndio, no concelho de Almada, foi hoje anunciado.
O Livro de Reclamações Eletrónico registou mais de duas mil ocorrências sobre táxis e TVDE em 2025, o que revela um aumento de 25% face ao ano anterior, com a faturação a liderada pelas reclamações, foi divulgada hoje.
Os sete detidos em Lousada na operação da GNR que culminou com o encerramento de nove residências que funcionavam como lares ilegais, estão indiciados por associação criminosa, por 178 crimes de maus-tratos e alguns por homicídio.
A Autoestrada 6 (A6) está cortada ao trânsito em ambos os sentido entre os quilómetros 17 e 18, junto a Vendas Novas, no distrito de Évora, devido a um incêndio em pasto, revelou fonte da Proteção Civil.
Um homem de 37 anos foi detido pela GNR por suspeitas de violência doméstica, no concelho de Sines, distrito de Setúbal, contra a sua companheira, de 27 anos, divulgou hoje aquela força de segurança.
André Ventura afirmou hoje que o CHEGA “não se vende, nem verga” e justificou o voto contra a revisão da lei laboral dizendo que quem não aceita descer a idade da reforma não conta com o partido.
O partido de André Ventura votou contra a proposta do Executivo após falharem as negociações com o PSD. Reforma laboral caiu na generalidade.