CHEGA diz que “começa a ser tempo” de marcar eleições legislativas

O líder do CHEGA afirmou hoje que "começa a ser tempo" de devolver aos portugueses a decisão sobre que governo querem, adiantando que na quarta-feira vai perguntar a Marcelo se o executivo de António Costa "passou no teste".

©Folha Nacional

Em declarações aos jornalistas em Barcelos, no distrito de Braga, onde participou num jantar-comício com militantes, André Ventura anunciou que o CHEGA vai ter uma audiência na quarta-feira com o Presidente da República, para falar sobre a saúde.

“Recebi hoje da parte da República a confirmação de que aceitou o nosso pedido de audiência e que o mesmo decorrerá na próxima quarta-feira, dia 01, e que será precisamente sobre a questão da saúde”, referiu.

Segundo Ventura, Marcelo disse há um ano e meio que iria avaliar este Governo tendo por base, essencialmente, as questões da saúde e da educação.

Agora, o CHEGA quer perguntar ao Presidente se o Governo “passou no teste”.

“O que lhe vamos dizer no dia 01, e ao fim deste tempo todo, é e ele acha então que o Governo passou o teste ou se não é tempo de devolver aos portugueses a decisão sobre que governo querem. E eu acho que começa a ser tempo de isso acontecer”, sublinhou.

Para Ventura, a saúde “continua um caos” e, na educação continua-se “a ver professores em greve e a marcar greves”.

Por isso, sublinhou, o CHEGA está pronto “para ser alternativa”, quando o Presidente da República “entender” marcar eleições legislativas.

Últimas de Política Nacional

Presidente do CHEGA considera que Luís Montenegro perdeu autoridade sobre o ministro da Administração Interna e avisa que, se não houver uma decisão sobre Luís Neves, o partido admite avançar com uma moção de censura. André Ventura acusa o ministro de ter arrastado o país para um “lamaçal político” e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA considera “absolutamente razoável” o projeto que proíbe a mudança de sexo em menores de idade e reafirma a intenção de manter a iniciativa, rejeitando o apelo da ONU para que seja retirada ou revista.
Bancada de André Ventura apresentou dois projetos de lei, 14 projetos de resolução e avançou com a comissão de inquérito à liderança de Luís Neves na PJ. Somam-se ainda 28 perguntas dirigidas ao Governo.
A nomeação foi feita pelo presidente do CHEGA, André Ventura, em nome da Direção Nacional, e validada por todos os seus membros. Eduardo Teixeira assume agora um dos dossiês mais exigentes e estratégicos do partido, numa altura em que o forte crescimento autárquico do CHEGA trouxe uma nova dimensão e maiores responsabilidades à estrutura partidária.
Ventura abriu a rentrée do CHEGA com um aviso ao Governo: a descida da idade da reforma vai estar em cima da mesa no Orçamento do Estado (OE2027) e o partido promete não ceder.
O CHEGA pediu hoje audições parlamentares do ministro da Defesa, Nuno Melo, e de um representante da empresa portuguesa NT Group (NTG), para esclarecer questões relacionadas com a aquisição de três fragatas a Itália.
O CHEGA aparece à frente do Partido Socialista (PS) nas intenções de voto dos inquéritos feitos online durante o mês de agosto.
O líder do CHEGA, André Ventura, reagiu com "estupefação" ao processo judicial anunciado pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, acusando o Governo de "opacidade e arrogância". O político insistiu ainda na exigência de esclarecimentos sobre a compra de três fragatas a Itália e sobre alegadas comissões de intermediação.
O CHEGA considerou "de uma enorme gravidade" a decisão do Presidente da República de enviar para o Tribunal Constitucional o decreto sobre retorno de estrangeiros, sustentando tratar-se de "uma irresponsabilidade".
O CHEGA defendeu ontem que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "perdeu por completo o controlo da situação" relativa ao ministro da Administração Interna e insistiu na saída de Luís Neves do cargo.