Elementos das forças de segurança querem aumento salarial de 150 euros

A plataforma com vários sindicatos e associações das forças de segurança reclamou hoje um aumento salarial de 150 euros para estes profissionais, considerando que "ainda há tempo para incluir" esta verba no orçamento e por estarem "fartos de migalhas".

© Facebook\ aspppsp

A Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, que integra sindicatos e associações da GNR, PSP, Polícia Marítima, Guarda Prisional e ASAE, organizou hoje ao fim tarde uma concentração junto à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, onde estiveram reunidos cerca de meia centena de elementos destas polícias para exigirem melhores salários e que esses aumentos sejam já incluídos no Orçamento do Estado para 2024.

“O objetivo é alertar o Governo, que ainda está em funções, que os polícias existem e que exigem alterações aos estatutos remuneratórios”, disse aos jornalistas o secretário nacional da CPP, César Nogueira.

Durante o protesto, os elementos da estrutura entregaram em São Bento um documento, no qual exigem, segundo César Nogueira, “respeito” e que “os polícias não sejam relegados para último plano só porque não têm direito à greve”.

“Exigimos respeito, exigimos que os estatutos remuneratórios sejam atualizados porque não dignificam a profissão e criam constrangimentos às próprias instituições”, frisou.

César Nogueira, que é também presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), acrescentou que os elementos das forças e serviços de segurança vão “continuar a luta”, independentemente do Governo, e sublinhou que “o parlamento está em pleno funcionamento e o Orçamento do Estado ainda não está fechado”.

O mesmo responsável defendeu um aumento salarial superior a 150 euros, considerando que “tudo o que seja abaixo” desse valor “é muito pouco”, uma vez que há anos que não há subidas de salários.

César Nogueira sustentou que “ainda há tempo para incluir verba para aumentar e atualizar os estatutos remuneratórios caso haja vontade política”.

O secretário nacional da CPP considerou ainda que os polícias “estão fartos de propaganda”, apesar de o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, dizer que “está tudo muito bem”.

Questionado se José Luís Carneiro, candidato à liderança do PS nas eleições internas do partido, seria um bom primeiro-ministro, afirmou que “pelo menos seria um primeiro-ministro bem-falante que diz que está tudo bem”.

“Logicamente não vou dizer que foi tudo mau, mas estamos fartos de migalhas. Se considerarmos só o que fez na administração interna, não será um bom primeiro-ministro. Fez muito pouco para aquilo que apregoou”, disse.

Fazem parte da CCP a Associação dos Profissionais da Guarda, Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Associação Socioprofissional da Polícia Marítima, Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional e Associação Sindical dos Funcionários da ASAE.

Últimas do País

Um guarda prisional, de cerca de 40 anos, foi agredido por um visitante no interior do Estabelecimento Prisional de Lisboa, depois de lhe ter ordenado que abandonasse as instalações. O suspeito encontrava-se acompanhado por uma criança e terá desobedecido às indicações do funcionário.
Um jovem de 15 anos, com necessidades educativas especiais, continua sem aulas devido à falta de uma resposta escolar adequada. Depois de várias tentativas para resolver a situação, a mãe decidiu apresentar queixa, levando às autoridades policiais um problema que coloca em causa o acesso do filho à educação.
Uma mulher de 30 anos foi encontrada morta, com ferimentos provocados por arma de fogo, no interior de uma viatura estacionada na berma da Estrada Nacional 360, nas Caldas da Rainha. Ao seu lado estava um homem de 25 anos, apontado como seu namorado, que foi encontrado inconsciente.
O Parlamento pediu os contratos contestados pela entidade reguladora da profissão, mas recebeu uma minuta já alterada. A SÁBADO revela que existiam três contratos assinados com as cláusulas consideradas ilegais.
Ricardo Carrilho acusa Luís Neves de o ter afastado para proteger interesses instalados na SIRESP. Em declarações à Renascença, denuncia contratações suspeitas, negócios com escritórios de advogados e contratos com operadores privados que não cumpririam as suas obrigações.
A proteção de vítimas de violência levanta uma nova controvérsia: o acesso à licença parental remunerada a 100% poderá depender da saída da residência. A condição, noticiada pelo Jornal de Notícias, coloca em discussão a relação entre os apoios sociais e a segurança de quem enfrenta situações de violência.
As autoridades já apreenderam mais de 42 toneladas de cocaína desde o início do ano, um volume que evidencia a dimensão das operações de combate ao tráfico de droga. Os números colocam novamente em destaque a atividade das redes internacionais de narcotráfico e a importância da fiscalização das rotas de circulação de estupefacientes.
André Ventura acusa Luís Neves de “prepotência e incapacidade de lidar com a verdade” e coloca a responsabilidade pela resolução do caso nas mãos de Luís Montenegro. O presidente do CHEGA alerta que, enquanto o primeiro-ministro não intervier, “a infeção deste Governo será cada vez maior”.
Três trabalhadores morreram hoje num acidente laboral num reservatório de água de uma habitação na Quinta do Lago, no concelho de Loulé, distrito de Faro, disseram à Lusa fontes da GNR e da Proteção Civil.
Cerca de 150 dirigentes associativos do setor agroflorestal concentraram-se esta segunda-feira junto à Assembleia da República, em Lisboa, para exigir ao Governo 140 milhões de euros em apoios que permitam enfrentar o aumento dos custos de produção e recuperar a competitividade face a Espanha. A resposta do ministro da Agricultura aponta para 2027, ano em que estarão disponíveis mais de 162 milhões de euros para apoiar o setor.