Sargentos reclamam retroativos do suplemento da condição militar a janeiro de 2022

A Associação Nacional de Sargentos (ANS) defendeu hoje que o aumento do suplemento da condição militar, aprovado na quinta-feira pelo Governo, deve ser pago com retroativos a janeiro de 2022.

©facebook da Marinha Portuguesa

Em causa está o acréscimo de 30 para 100 euros da componente fixa do suplemento da condição militar que é atribuído a todos os militares das Forças Armadas, que foi aprovado em Conselho de Ministros na quinta-feira, com efeitos retroativos a janeiro deste ano.

Em comunicado, a ANS salientou que esta medida para os militares “vem a reboque” do que foi já aplicado aos profissionais das forças e serviços de segurança desde janeiro de 2022.

“Para que não se enganem os cidadãos em geral, nem os militares, e ainda menos os sargentos, anunciando a atribuição do reconhecimento de `meias bondades´, onde o Governo refere que esta medida tem efeitos retroativos a janeiro de 2023, deveria afirmar que tem efeitos retroativos a janeiro de 2022”, refere a associação liderada por Lima Coelho.

O comunicado lamentou ainda que o Governo tivesse solicitado comentários à ANS “com poucos dias de antecedência” da aprovação do aumento do suplemento apenas para permitir que, no preâmbulo do diploma, constasse que “foram ouvidas as associações”.

“Anunciam a coisa como sendo uma valorização dos militares e uma necessária atualização deste instrumento remuneratório, em função da especial natureza da condição militar e do regime de prestação de serviço, da permanente disponibilidade e dos ónus e restrições específicas do seu estatuto, mas esbulham um ano deste efeito, ficam a dever dinheiro aos militares e ainda esperam que estes fiquem agradecidos”, criticou a associação.

A ANS alertou também que, “enquanto não houver coragem política” para melhorar o regime remuneratório nas Forças Armadas, o recrutamento e a retenção de militares continuará a estar em causa.

“E o Governo pode fazê-lo, querendo, pois ainda se encontra em plenitude de funções”, apesar de estarem marcadas eleições legislativas antecipadas para 10 de março, adiantou a associação.

Últimas do País

Um sismo de magnitude 3,4 na escala de Richter foi sentido esta quinta-feira, de madrugada na ilha Terceira, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Internamentos sociais disparam e já ocupam quase 14% das camas hospitalares, com milhares de doentes a permanecer no SNS após alta médica por falta de resposta social.
O incidente ocorreu na sequência de um desentendimento rodoviário, tendo a vítima sido perseguida até à Rua de Costa Cabral, em Campanhã, onde foi atacada na cabeça. Os agressores foram intercetados pela PSP no local e detidos em flagrante, estando o caso agora sob investigação da Polícia Judiciária.
Um total de 2.807 pessoas continuaram em março internadas nos hospitais públicos após terem alta clínica, mais 19% do que no mesmo mês de 2025, fazendo com que 13,9% das camas do SNS estivessem ocupadas com estes casos.
Cerca de 80 mil embalagens de psicofármacos foram dispensadas por dia em 2025 em Portugal continental, totalizando quase 29,4 milhões, o valor mais elevado da última década, com encargos do SNS a rondar os 152 milhões de euros.
O CHEGA quer que Portugal passe a ter uma resposta organizada e nacional para o resgate de animais em situações de catástrofe. A proposta surge na forma de um projeto de resolução que recomenda ao Governo a criação de uma Direção Nacional de Socorro e Resgate Animal.
O dono de um bar em Vila do Conde foi hoje condenado a uma pena suspensa de três anos e nove meses pelos crimes de lenocínio, auxilio à imigração ilegal e branqueamento de capitais.
A PSP deteve no último mês, na zona de Lisboa, quatro cidadãos brasileiros procurados pelas autoridades do Brasil por crimes de homicídio, tentativa de homicídio e roubo, que aguardam os processo de extradição, foi hoje divulgado.
Os episódios de calor extremo registados na última década agravaram a mortalidade em Portugal, em comparação com a década de 1990, sobretudo nas regiões do interior do país, com Trás-os-Montes a registar o maior aumento.
Os professores portugueses são os que têm mais conhecimentos pedagógicos, segundo um estudo da OCDE, o que lhes permite lidar melhor com os desafios da sala de aula e fazer com que os alunos aprendam melhor.