Chefes da guarda prisional marcam greve para 19 de dezembro

A Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional (ASCCGP) agendou hoje uma greve a todo o trabalho para 19 de dezembro, exigindo, entre outras reivindicações, a apresentação de medidas para tornar a carreira mais atrativa.

© D.R.

Segundo o pré-aviso de greve, a ASCCGP defendeu a criação de um novo estatuto profissional, a regulamentação urgente da avaliação de desempenho do corpo da guarda prisional, o pagamento do suplemento de segurança prisional aos chefes de equipa (que não acontece desde 2014) e a “objetiva resolução dos problemas estruturais do sistema prisional”.

O sindicato alertou ainda para a necessidade de revogar a ata do conselho coordenador da avaliação relativamente a 2022.

Em comunicado, a ASCCGP revelou apenas ter tido conhecimento desta ata esta segunda-feira, considerando “o seu conteúdo e indicadores ad-hoc, apresentados quase dez meses após o desempenho do trabalhador, subjetivos, direcionados, incoerentes, ofensivos e humilhantes”.

“Regista-se uma normalização de permanente humilhação funcional pela tutela. Agravamento contínuo das péssimas condições de trabalho, baixos e incongruentes vencimentos, das escassas perspetivas de progressão na carreira, da notória falta de reconhecimento, e da degradação da imagem da carreira e do crescente estigma social da profissão, motivos mais do que preocupantes para que o Governo atue”, apontaram as chefias da guarda prisional.

Apresentado ao Governo, aos presidentes dos governos das regiões autónomas, à Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) e aos diretores das prisões, este pré-aviso indica que a greve vai decorrer desde as 00h00 até às 23h59 de 19 de dezembro.

Últimas do País

Cerca de 300 doentes permanecem nos hospitais psiquiátricos à espera de respostas que permitam a sua saída, constituindo um desafio à desinstitucionalização prevista na reforma da saúde mental.
DJ, atuação musical, coreógrafo, ecrãs gigantes e passarela integraram os dois eventos contratados pela Câmara de Cascais. Primeiro-ministro e Presidente da República marcaram presença na cerimónia oficial.
Setenta e três pessoas continuam desalojadas devido ao mau tempo que atingiu o país no início do ano, revelou esta quarta-feira o coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, Paulo Fernandes.
O líder parlamentar do CHEGA exigiu explicações a Fernando Alexandre sobre a segurança nas escolas e questionou as respostas do Governo perante as agressões a professores, alunos e auxiliares.
Apresentava-se como cuidador, exibia fotografias vestido de bombeiro e com trajes médicos e aproximava-se das vítimas através de serviços domiciliários. PSP identificou pelo menos 15 idosos lesados em Lisboa, Cascais e Oeiras. Suspeito, de 31 anos, ficou em prisão preventiva.
A Polícia Judiciária deteve quatro homens suspeitos de integrarem uma operação de rapto ordenada após um alegado roubo. Armas, falsos crachás da polícia e coletes balísticos estavam entre o material apreendido.
A GNR identificou 12 pessoas após o alerta para um possível desembarque de uma embarcação de alta velocidade, na madrugada de hoje, em Aljezur.
A Urgência de Ginecologia e Obstetrícia de Abrantes esteve encerrada 32 dias até meados de setembro, contra 50 em todo o ano de 2025, informou a ULS Médio Tejo, que aponta a falta de especialistas como principal dificuldade.
A Agência para a Integração, Migrações e Asilo registou uma subida superior a 50 vezes no número de notificações para abandono voluntário. Processos acumulados ajudam a explicar a escalada.
A Polícia Marítima apreendeu 99 jerricans carregados com cerca de dois mil litros de combustível na zona de Olho de Boi, em Almada. As autoridades suspeitam que a carga possa estar ligada à logística utilizada para abastecer embarcações rápidas associadas ao tráfico de droga.