Maior sindicato da PSP apela intervenção do PR para atribuição de subsídio igual à PJ

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia apelou hoje ao Presidente da República para que sensibilize o Governo a abrir "um processo urgente" de negociação para ser atribuído aos polícias da PSP um suplemento idêntico ao da PJ.

© Facebook\ aspppsp

“Nada justifica este tratamento diferenciado e exortamos V. Exa. [Presidente da República] que sensibilize o Governo PS a abrir um processo urgente de negociação com as estruturas representativas dos profissionais da PSP quanto aos suplementos e seus montantes a fim de contemplar os valores atribuídos aos profissionais da Polícia Judiciária, também aos profissionais da PSP”, refere a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), numa carta aberta enviada a Marcelo Rebelo de Sousa.

Na missiva, o maior sindicato da Polícia de Segurança Pública lamenta “o tratamento desigual” após o Governo ter aprovado, na semana passada, o pagamento de um suplemento de missão para as carreiras da PJ, que, em alguns casos, pode representar um aumento de quase 700 euros por mês.

A ASPP sublinha que não tem nada contra a valorização profissional dos elementos da PJ, mas critica “a discrepância de tratamento e o desequilíbrio que provoca entre carreiras que têm como base comum o sistema de segurança interna, pelo que urge uma atualização do suplemento da PSP no sentido de o igualar aos valores agora aprovados para a PJ”.

“Nada justifica este tratamento diferenciado entre profissionais que têm a missão de garantir a segurança das populações, a não ser uma brutal desconsideração, da parte do Governo PS, por todos os profissionais da PSP que, no dia-a-dia, são um dos pilares fundamentais da segurança de que o país, felizmente, usufrui”, precisa a ASPP, recordando ao Presidente da República que já recomendou ao Governo “a necessidade de olhar para as forças de segurança” e a “necessidade de rever as carreiras da PSP”.

A ASPP refere que o Governo “nunca seguiu essas considerações”.

Segundo o sindicato, o Governo criou um suplemento de serviço e risco na PSP e GNR semelhante nos objetivos ao suplemento de missão da PJ, ou seja, visa compensar o risco, insalubridade e penosidade, mas o subsídio concedido à PSP e GNR “tem valores completamente dispares dos valores agora atribuídos à PJ”.

A ASPP indica que o subsídio de serviço e risco na PSP é composto por uma componente variável de 20% da remuneração e uma componente fixa no valor de 100 euros, o que significa que a grande maioria dos profissionais da PSP auferem, por via deste suplemento, um valor aproximado de 300 euros mensais.

“Estes valores, auferidos na PSP, contrastam com o valor agora atualizado para a PJ que, no comunicado do Ministério da Justiça, representa um acréscimo de 518,86 euros para um profissional da carreira da investigação criminal. Ou seja, este suplemento passa para um valor de cerca 997 euros para estes profissionais. Já na carreira especial de segurança, o valor chega aos 664 euros. O mesmo se diga quanto ao valor do suplemento de piquete e prevenção, atualizado em abril de 2023, em que os valores atingem os 1476 euros, e na PSP e GNR estes mesmos suplementos têm como valores máximos 176 euros para os oficiais e 150 euros para os agentes”, indica ainda a ASPP.

Na sequência desta medida do Governo, as estruturas da PSP e da GNR manifestaram indignação e tem para hoje marcada uma reunião para decidirem ações de protesto em conjunto.

 

Últimas do País

O Tribunal da Feira adiou para janeiro a leitura do acórdão do processo Ajuste Secreto, um caso de corrupção centrado na Câmara de Oliveira de Azeméis e no ex-presidente Hermínio Loureiro, informou hoje fonte judicial.
A presença de homens de origem indostânica, em parques infantis e jardins públicos tem gerado preocupação entre famílias. Pais questionam o que fazem nestes espaços, sobretudo quando aparentam estar desacompanhados de crianças.
A Operação Atalaia resultou do desmantelamento de uma rede criminosa que alegadamente se preparava para introduzir estupefacientes no país mas também no mercado europeu, revelou hoje o porta-voz da GNR, tenente-coronel Carlos Canatário.
Um ciberataque a uma empresa informática que trabalhou para o Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) permitiu a piratas informáticas obter dados não classificados das secretas portuguesas e de de outras entidades, confirmou hoje o SIRP.
Um homem de 28 anos foi detido pela terceira vez por suspeita de agredir os pais em Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, e vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, segundo a GNR.
Um homem de 51 anos ficou preso preventivamente por ser suspeito de crimes de abuso sexual de pessoas incapazes de resistência na instituição onde residem, anunciou hoje a Polícia Judiciária do Centro.
Um motorista TVDE, suspeito de ter violado uma cliente, foi detido, mas acabou por sair em liberdade por decisão judicial. O homem estará ligado a ataques contra três mulheres e já tinha sido condenado por crimes semelhantes.
Uma operação de grande dimensão contra o tráfico de droga terminou com 16 detenções no Porto e arredores. A PSP realizou dezenas de buscas, apreendeu estupefacientes e encontrou cerca de 100 mil euros numa das habitações. O principal alvo era uma família suspeita de integrar uma rede de tráfico ligada ao antigo bairro do Aleixo.
Liceu Francês Charles Lepierre, em Lisboa, suspendeu o início das aulas esta quinta-feira, 8 de outubro, depois de surgirem informações sobre um possível bloqueio organizado por alunos do ensino secundário. A decisão foi tomada em articulação com a Embaixada de França, numa altura em que os protestos estudantis franceses já provocaram o encerramento de centenas de escolas.
Uma mulher foi violentamente agredida pelo companheiro quando tentava sair de casa com o filho de apenas dez meses nos braços. O homem acabou condenado a dois anos e meio de prisão, mas não terá de cumprir a pena na cadeia, uma vez que ficou suspensa.