Preço médio semanal da ERSE desce 1,4% para a gasolina e 1,8% para gasóleo

O preço médio semanal, calculado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), desceu, esta semana, 1,4% para a gasolina e 1,8% para o gasóleo, segundo um relatório hoje divulgado.

© D.R.

De acordo com o regulador, o preço eficiente “registou uma atualização, face à semana passada, de – 1,4%, para a gasolina e de – 1,8% para o gasóleo”, tendo em conta “a variação semanal das cotações internacionais da gasolina 95 simples em – 3,5% e do gasóleo simples em – 3,8%”.

Assim, “para a semana de 11 de dezembro a 17 de dezembro, o preço eficiente antes de impostos é de 0,775 euros/l [euros por litro] para a gasolina 95 simples e de 0,861 euros/l para o gasóleo simples”, sendo que, “após impostos, o preço eficiente fica nos 1,664 euros/l, para a gasolina 95 simples, e nos 1,604 euros/l para o gasóleo simples”.

No que diz respeito à semana anterior, verificou-se que “a média dos preços de venda ao público anunciados nos pórticos, e reportada no Balcão Único da Energia, esteve 3 cêntimos/l acima do preço eficiente, dessa semana, no caso da gasolina 95 simples, e 4,9 cêntimos/l, acima no caso do gasóleo simples”.

Assim, destacou, “em termos percentuais, a gasolina 95 simples foi anunciada nos pórticos 1,7% acima do preço eficiente e o gasóleo simples foi anunciado 2,9% acima” deste preço.

Por fim, no que respeita aos preços com descontos, publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), “a gasolina 95 simples e o gasóleo simples apresentaram um desvio face ao preço eficiente de – 1,5% e de – 2,0%, respetivamente”, sendo que “em termos absolutos, estas estimativas situam-se, para a gasolina 95 simples, em – 2,5 cêntimos/l abaixo, e para o gasóleo simples, em – 3,1 cêntimos/l abaixo dos respetivos preços eficientes”.

O preço eficiente é um preço médio semanal determinado pela ERSE, que resulta da soma de vários fatores: os preços dos combustíveis nos mercados internacionais de referência e os respetivos fretes marítimos, a logística primária, incluindo nesta parcela as reservas estratégicas e de segurança do Sistema Petrolífero Nacional, os sobrecustos com a incorporação de biocombustíveis e a componente de retalho acrescida dos impostos respetivos.

Últimas de Economia

A inflação homóloga nos países da OCDE, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), baixou para 3,9% em novembro de 2025, com o retorno dos preços na alimentação.
Os preços globais dos alimentos registaram uma subida média de 4,3% em 2025, anunciou hoje a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
O número de despedimentos coletivos comunicados aumentou cerca de 16% até novembro de 2025, face ao período homólogo, totalizando 515, o que supera o total de todo o ano de 2024, segundo dados divulgados hoje pela DGERT.
O consumo diário de energia elétrica em Portugal voltou a bater recordes esta semana, atingindo na quinta-feira um novo máximo histórico de 192,3 Gigawatt-hora (GWh), segundo dados da REN divulgados hoje.
As exportações de bens caíram 1,7% e as importações recuaram 7,9% em novembro de 2025, em termos homólogos, acumulando um crescimento de 0,6% e 4,3% desde o início do ano, divulgou hoje o INE.
Os custos de construção de habitação nova aumentaram 4,5% em novembro face ao mesmo mês de 2024, com a mão-de-obra a subir 8,7% e os materiais 1,0%, segundo estimativa hoje divulgada pelo INE.
A criação de novas empresas atingiu um máximo histórico em 2025, ano em que foram constituídas de 53.030 empresas, mais 3,1% que em 2024, de acordo com o Barómetro da Informa D&B divulgado hoje.
As compras nos centros comerciais com pagamento eletrónico cresceram 10% em 2025, com os fins de semana a representarem mais de um terço da faturação, indica um estudo realizado para a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC).
A taxa de desemprego aumentou, em novembro de 2025, para os 6,3% na zona euro e os 6,0% na União Europeia (UE), face aos, respetivamente, 6,2% e 5,8% do mesmo mês de 2024, divulga hoje o Eurostat.
O consumo do sistema elétrico nacional bateu recordes esta terça-feira, ultrapassando pela primeira vez os 10 gigawatts (GW), segundo dados da REN, numa altura em que uma grande parte do país estava sob aviso amarelo devido ao frio.