Bruxelas aprova ajudas de Estado de 902 milhões de euros na Alemanha para evitar fuga de investimento

A Comissão Europeia aprovou hoje ajudas de Estado de 902 milhões de euros para produção de baterias na Alemanha, evitando a fuga de uma fábrica para os Estados Unidos, ao abrigo das medidas adotadas após a invasão russa na Ucrânia.

© D.R.

 

No caso da Alemanha foi ativado pela primeira vez um mecanismo da União Europeia que evita “o desvio” de projetos de investimento para os Estados Unidos, salientou, em conferência de imprensa, a comissária europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager.

O mecanismo em causa, explicou, “permite conceder montantes de auxílio mais elevados se o investimento estiver em risco de ser desviado da Europa devido à disponibilidade de subsídios estrangeiros”.

O regime alemão destina-se a apoiar a produtora sueca de baterias para veículos elétricos Northvolt na construção de uma fábrica em Heide, no estado federal Schleswig-Holstein, num investimento total de 2,5 mil milhões de euros.

O executivo comunitário avalizou ainda, ao abrigo das regras dos auxílios estatais, um regime francês no valor de 2,9 mil milhões de euros  para apoiar a produção de baterias, painéis solares, turbinas eólicas e bombas de calor, bem como de componentes chave e matérias-primas essenciais.

As duas ajudas de Estado foram aprovadas ao abrigo do Quadro temporário de crise e transição, relativo a medidas de auxílio estatal em apoio da economia adotado na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Segundo dados de Bruxelas, foram já aprovados fianciamentos estatais no âmbito do quadro temporário à Alemanha, Áustria, Bélgica, Eslováquia, Espanha, Hungria e Itália, num valor total de 9,1 mil milhões de euros, havendo ainda mais projetos em avaliação.

Últimas de Economia

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje com força a dois, cinco e 10 anos face a quinta-feira, no prazo mais curto para máximos desde julho de 2024 e nos dois mais longos para máximos desde outubro de 2023.
O presidente do CHEGA considerou que "é sempre positivo" quando a economia portuguesa regista um excedente orçamental, mas exigiu que o Governo tome mais medidas para aliviar o aumento dos preços na sequência do conflito no Médio Oriente.
Os bancos tinham emprestados, no final de 2025, 34,3 mil milhões de euros a empresas e famílias dos concelhos colocados em situação de calamidade na sequência da tempestade Kristin, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
O 'stock' de empréstimos para habitação cresceram pelo 25.º mês consecutivo em fevereiro, com um aumento homólogo de 10,4%, atingindo 111.658 milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no final de 2025, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A carga fiscal aumentou para 35,4% em 2025, face aos 35,2% registados no ano anterior, de acordo com a primeira notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
O cabaz essencial de 63 produtos monitorizado pela Deco Proteste aumentou 0,08 euros esta semana face à anterior e acumula um acréscimo de 12,57 euros desde início do ano, fixando-se num novo máximo de 254,40 euros.
O preço do gás natural para entrega no prazo de um mês no mercado TTF dos Países Baixos, referência na Europa, aumentou hoje 4% e ultrapassou os 54 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.
As famílias de rendimento mediano dificilmente têm acesso à compra de habitação em Portugal, uma vez que o peso da prestação do crédito à habitação supera 40% do seu rendimento, indica um estudo do Banco de Portugal (BdP).
O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2.122 euros por metro quadrado em fevereiro, um novo máximo histórico e mais 17,2% do que no mesmo mês de 2025, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE).