Bruxelas aprova ajudas de Estado de 902 milhões de euros na Alemanha para evitar fuga de investimento

A Comissão Europeia aprovou hoje ajudas de Estado de 902 milhões de euros para produção de baterias na Alemanha, evitando a fuga de uma fábrica para os Estados Unidos, ao abrigo das medidas adotadas após a invasão russa na Ucrânia.

© D.R.

 

No caso da Alemanha foi ativado pela primeira vez um mecanismo da União Europeia que evita “o desvio” de projetos de investimento para os Estados Unidos, salientou, em conferência de imprensa, a comissária europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager.

O mecanismo em causa, explicou, “permite conceder montantes de auxílio mais elevados se o investimento estiver em risco de ser desviado da Europa devido à disponibilidade de subsídios estrangeiros”.

O regime alemão destina-se a apoiar a produtora sueca de baterias para veículos elétricos Northvolt na construção de uma fábrica em Heide, no estado federal Schleswig-Holstein, num investimento total de 2,5 mil milhões de euros.

O executivo comunitário avalizou ainda, ao abrigo das regras dos auxílios estatais, um regime francês no valor de 2,9 mil milhões de euros  para apoiar a produção de baterias, painéis solares, turbinas eólicas e bombas de calor, bem como de componentes chave e matérias-primas essenciais.

As duas ajudas de Estado foram aprovadas ao abrigo do Quadro temporário de crise e transição, relativo a medidas de auxílio estatal em apoio da economia adotado na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Segundo dados de Bruxelas, foram já aprovados fianciamentos estatais no âmbito do quadro temporário à Alemanha, Áustria, Bélgica, Eslováquia, Espanha, Hungria e Itália, num valor total de 9,1 mil milhões de euros, havendo ainda mais projetos em avaliação.

Últimas de Economia

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as taxas de juro inalteradas em 2%, pela sétima vez consecutiva, considerando que continua “bem posicionado para navegar a actual incerteza” devido à guerra no Médio Oriente.
A taxa de inflação acelerou para 3,4% em abril, mais 0,7 pontos percentuais do que no mês anterior, novamente impulsionada pelos combustíveis, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 15,9% até fevereiro, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados recuaram 13,3% e o consumo de cimento diminuiu 9,8%, segundo a AICCOPN.
A taxa de inflação anual da zona euro teve, em abril, um aumento mensal de 0,4 pontos percentuais para os 3,0%, puxada pelo segundo mês pela forte subida dos preços da energia, estimou hoje o Eurostat.
Abastecer volta a ficar mais caro já na próxima semana, com novos aumentos nos combustíveis, com a gasolina a subir 4,5 cêntimos por litro e o gasóleo a aumentar oito cêntimos por litro, penalizando outra vez quem trabalha, produz e depende do carro para viver, num país onde encher o depósito está cada vez mais próximo de um luxo.
O indicador de confiança dos consumidores caiu em abril para o valor mais baixo desde novembro de 2023, enquanto o clima económico aumentou, depois de ter diminuído em março.
A procura de crédito à habitação e consumo por parte dos clientes particulares aumentou no primeiro trimestre deste ano, segundo o inquérito ao mercado de crédito do Banco de Portugal.
As famílias na zona euro pouparam menos no quarto trimestre de 2025, tendência acompanhada no conjunto da União Europeia (UE), segundo dados divulgados esta terça-feira, 28, pelo Eurostat.
O governador do Banco de Portugal comprou ações da Galp e da Jerónimo Martins já no exercício de funções, mas acabou obrigado pelo Banco Central Europeu (BCE) a desfazer os negócios por violarem as regras impostas ao cargo.
O CHEGA quer a administração da TAP no Parlamento para explicar uma nova sucessão de falhas na companhia, entre indemnizações polémicas, aviões parados e riscos financeiros que continuam a levantar dúvidas sobre a gestão da transportadora.