MP deduz acusação contra ativistas do Climáximo que invadiram aeródromo de Tires

O Ministério Público (MP) acusou os seis ativistas da Climáximo que em dezembro invadiram o aeródromo de Tires de cinco crimes, num processo em que os ativistas respondem, entre outras acusações, por desobediência e dano qualificado.

© Facebook/climaximo

 

“O Ministério Público deduziu acusação, sob a forma de processo abreviado, contra seis arguidos pela prática de um crime de introdução em lugar vedado ao público, um crime de atentado à segurança de transporte por ar, água ou caminho-de-ferro, um crime de dano qualificado, um crime de dano e um crime de desobediência”, adiantou o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Cascais em nota publicada hoje na página oficial da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa.

Segundo a acusação, os seis arguidos que a 06 de dezembro invadiram o aeródromo de Tires e pintaram um jato privado agiram “em conjugação de esforços e intentos” e “dirigiram-se ao Aeródromo Municipal de Cascais, com a intenção de aceder à zona reservada do aeródromo e lançar tinta vermelha numa qualquer aeronave que aí encontrassem, bem como acorrentarem-se à mesma”.

Depois de acederem ao aeródromo, cortando uma vedação, dois dos arguidos acorrentaram-se ao trem de aterragem de um avião, tendo outro dos arguidos pintado com tinta vermelha a aeronave, descreve o MP na acusação.

“Perante a conduta dos arguidos foi acionada a PSP, a qual advertiu os arguidos que a sua conduta constituía diversos crimes, advertência que os arguidos ignoraram, declinando as ordens emanadas pelos agentes policiais. Em consequência da conduta dos arguidos a vedação ficou estragada e a aeronave, bem como o solo, ficaram desfigurados”, lê-se na nota hoje divulgada.

Os seis ativistas do movimento ambientalista Climáximo invadiram o aeródromo de Tires em protesto contra as emissões de gases poluentes produzidas pelo setor da aviação de luxo, referindo, num comunicado divulgado no dia dos acontecimentos, “que uma viagem num jato privado entre Londres e Nova Iorque “emite mais CO2 [dióxido de carbono] do que uma família portuguesa num ano inteiro”.

“Estar aqui corta mais emissões do que qualquer escolha individual. Os donos do mundo culpam pessoas normais de forma ingrata pelos seus hábitos, quando na realidade esta é de longe a forma de transporte com mais emissões per capita, e é usada quase exclusivamente por ultra ricos”, afirmou Noah Zino, do Climáximo, citado no comunicado.

A apresentação dos arguidos perante o Tribunal de Cascais iniciou-se ainda no dia dos acontecimentos que motivaram a acusação hoje conhecida.

Últimas do País

A linha de aconselhamento psicológico do SNS 24 já atendeu quase meio milhão de chamadas desde que foi criada em abril de 2020, logo após o início da pandemia, aproximando-se atualmente dos 430 atendimentos diários.
A PSP alertou hoje para a circulação de notas falsas em Bragança, usadas para fazer pagamentos em estabelecimentos comerciais e de restauração, tendo sido já constituída arguida uma jovem de 17 anos.
A Autoridade Marítima Nacional (AMN) vai reforçar os meios para assistência a banhistas, entre quinta-feira e 12 de abril, devido à previsão de aumento da temperatura, nas zonas Centro e Sul do país, revelou hoje a AMN.
O partido liderado por André Ventura quer levar mais longe o escrutínio sobre a gestão das vacinas contra a Covid-19 em Portugal e já conseguiu viabilizar no Parlamento um conjunto de audições a entidades-chave, incluindo o Infarmed.
A maioria dos cosméticos, equipamentos de proteção individual e suplementos alimentares comprados online a operadores fora da União Europeia não cumpre as normas europeias de segurança, revelou uma operação divulgada hoje pelo Infarmed que analisou mais de 11.300 produtos.
As prisões portuguesas atingiram em 2025 o seu nível de capacidade máxima pela primeira vez em seis anos, revelou o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), entregue hoje na Assembleia da República.
Os tempos de espera para cirurgias programadas passam a partir de quinta-feira a ter apenas dois níveis de prioridade, segundo uma portaria hoje publicada, que duplica a espera em cirurgias para casos mais graves.
Mais de 2.400 organizações alertam hoje para “a lacuna profundamente alarmante e irresponsável na proteção das crianças” com o fim do regime europeu que permite detetar abuso sexual de menores 'online', a partir de 03 de abril.
O CHEGA quer avançar com uma investigação parlamentar à gestão das vacinas contra a covid-19, na sequência das notícias que apontam para ocultação de informações pelo Estado português nos contratos celebrados com farmacêuticas durante a pandemia.
O relatório identifica falhas na escolha de procedimentos e adjudicações repetidas num universo de 12,6 milhões de euros.