Milhares de polícias nas ruas de Lisboa exigem suplemento de risco idêntico à PJ

Milhares de elementos da PSP e da GNR concentraram-se hoje ao final da tarde no Largo do Carmo, em Lisboa, para exigir um suplemento de risco idêntico ao da PJ, enchendo por completo o largo e as ruas adjacentes.

© D.R.

Os manifestantes começaram cerca das 18:30 a dirigir-se para a Assembleia da República e na frente do desfile está uma faixa onde lê “polícias unidos”.

A maior parte dos manifestantes, homens, vestem camisolas pretas e são visíveis algumas bandeiras de Portugal.

Os polícias da PSP e militares da GNR estão há mais de duas semanas em protestos por todo o país, mas a manifestação de hoje pretende ter maior visibilidade, numa ação organizada por uma plataforma dos sindicatos da Polícia e associações da Guarda.

Bruno Pereira, da Plataforma e presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Policia, disse à Lusa que a grande adesão ao protesto mostra a dimensão do descontentamento dos profissionais das forças de segurança.

O responsável salientou a presença de outras organizações não policiais, que aderiram a uma causa “que transcende os polícias e é uma causa nacional”.

Bruno Pereira realçou a importância “do pilar fundamental” que são as forças de segurança, disse que os policias não podem admitir continuar a ser tratatos como até agora, e frisou que o importante é que os partidos dialoguem com a plataforma e assumam as reivindicações dos policias como uma prioridade.

Bruno Pereira adiantou que já estão reuniões marcadas com alguns partidos.

É a primeira vez que o sindicato que representa oficiais da PSP está presente numa manifestação de policias, tendo Bruno Pereira considerado importante a presença dos oficiais.

Últimas do País

O Tribunal da Feira adiou para janeiro a leitura do acórdão do processo Ajuste Secreto, um caso de corrupção centrado na Câmara de Oliveira de Azeméis e no ex-presidente Hermínio Loureiro, informou hoje fonte judicial.
A presença de homens de origem indostânica, em parques infantis e jardins públicos tem gerado preocupação entre famílias. Pais questionam o que fazem nestes espaços, sobretudo quando aparentam estar desacompanhados de crianças.
A Operação Atalaia resultou do desmantelamento de uma rede criminosa que alegadamente se preparava para introduzir estupefacientes no país mas também no mercado europeu, revelou hoje o porta-voz da GNR, tenente-coronel Carlos Canatário.
Um ciberataque a uma empresa informática que trabalhou para o Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) permitiu a piratas informáticas obter dados não classificados das secretas portuguesas e de de outras entidades, confirmou hoje o SIRP.
Um homem de 28 anos foi detido pela terceira vez por suspeita de agredir os pais em Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, e vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, segundo a GNR.
Um homem de 51 anos ficou preso preventivamente por ser suspeito de crimes de abuso sexual de pessoas incapazes de resistência na instituição onde residem, anunciou hoje a Polícia Judiciária do Centro.
Um motorista TVDE, suspeito de ter violado uma cliente, foi detido, mas acabou por sair em liberdade por decisão judicial. O homem estará ligado a ataques contra três mulheres e já tinha sido condenado por crimes semelhantes.
Uma operação de grande dimensão contra o tráfico de droga terminou com 16 detenções no Porto e arredores. A PSP realizou dezenas de buscas, apreendeu estupefacientes e encontrou cerca de 100 mil euros numa das habitações. O principal alvo era uma família suspeita de integrar uma rede de tráfico ligada ao antigo bairro do Aleixo.
Liceu Francês Charles Lepierre, em Lisboa, suspendeu o início das aulas esta quinta-feira, 8 de outubro, depois de surgirem informações sobre um possível bloqueio organizado por alunos do ensino secundário. A decisão foi tomada em articulação com a Embaixada de França, numa altura em que os protestos estudantis franceses já provocaram o encerramento de centenas de escolas.
Uma mulher foi violentamente agredida pelo companheiro quando tentava sair de casa com o filho de apenas dez meses nos braços. O homem acabou condenado a dois anos e meio de prisão, mas não terá de cumprir a pena na cadeia, uma vez que ficou suspensa.