4 Março, 2024

Corrupção = + Atraso + Desigualdades

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No passado dia 3 de Novembro o mais alto cargo do poder judicial no país alertou para uma situação de que muitos de nós já desconfiavam – “A corrupção está instalada em Portugal” – afirmou Henrique Araújo, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

As denúncias de casos sucedem-se, as demissões de governantes bateram recordes nesta legislatura e o governo acabou por cair exatamente pelo envolvimento do próprio PM num inquérito judicial sobre corrupção.

Há 15 dias foi notícia que o GRECO – grupo de estados contra a corrupção do Conselho da Europa – pediu o reforço dos mecanismos anticorrupção em Portugal – disseram por ex. que o questionário de António Costa para novos governantes não basta, não chega – o escrutínio tem que ser reforçado.

A corrupção é vista como prática generalizada no nosso país por parte de 93% dos portugueses, um número que coloca Portugal como o terceiro país na União Europeia (UE) onde a perceção deste crime é maior, de acordo com o mais recente Euro barómetro.

Em 2016 o governo criou pacote de legislação anticorrupção – com o mecanismo nacional anticorrupção e a entidade para a transparência – que até hoje está por implementar. Só o ano passado é que arranjaram uma sede para a entidade para a transparência – arranjam sedes para tantos observatórios e fundações e para esta, reparem bem, levaram 7 anos….
Estima-se que a corrupção equivalha a 8-10% do Produto Interno Bruto – o valor do PIB Português foi de 242mM€ em 2022, vejam bem….o que perdemos para a corrupção está entre 19 e 24mM€, todos os anos. São 10x o orçamento da Justiça em Portugal em 2024 e paga mais do que todo um ano de custos com a saúde dos portugueses. 

Mas as consequências que daí advêm não são só ao nível dos montantes envolvidos, a sensação de injustiça e de desesperança em todos os que lutam por melhorar a sua condição com o trabalho do dia a dia de anos e vêm alguém ao seu lado consegui-lo por ter um cartão do clube (normalmente rosa…) deita por terra toda a ideia de meritocracia e espírito empreendedor que se possa ter.

A corrupção é hoje a principal responsável pelo atraso no desenvolvimento do país e aumento da pobreza e desigualdades em Portugal. E quem é o principal responsável pelo aumento da corrupção? Este governo, este polvo que cresceu durante 8 anos e está a sufocar-nos a todos e ao nosso país.

A falta de responsabilização pessoal e a impunidade que reina na política acabam por criar um ambiente de laxismo e abandalhamento que leva ao aumento destas práticas. 

É uma questão de valores de vida e educação, ou da sua ausência – muitas vezes a ausência da simples e básica regra moral de “ não fazer aos outros o que não queremos que nos façam a nós “ que abunda entre os que fazendo parte dum “clube” que acede ao poder se julgam privilegiados e impunes especialmente quando esse poder assenta numa maioria absoluta parlamentar.

É preciso mudar muita coisa desde a educação à justiça e aplicação de penas, passando pela prevenção (por ex. com todos os PPRs – Planos de Prevenção de Riscos de Corrupção e canais de Denúncias previstos na lei, mas ainda por aplicar) e pela legislação (por ex. o enriquecimento ilícito, portas giratórias e legislação feita à medida). 

Acima de tudo o exemplo tem que vir de cima – precisamos de políticos íntegros e honestos que queiram trabalhar de forma transparente e exemplar colocando o dever acima dos seus interesses e tendo sempre como objetivo o bem comum. O bem comum no sentido Cristão, não no sentido socialista que é o “venha a nós o vosso reino do partido e seus militantes”. O bem comum do que é melhor para todos, e não só para alguns iluminados e privilegiados que conhecem a pessoa certa ou estão no clube certo! 

O nosso desígnio tem que ser libertar Portugal dos tentáculos deste polvo e para isso é esta a hora, é agora o tempo de unir esforços – todos juntos para afastar o Socialismo – Por Portugal e pelos Portugueses!

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