Cáritas avisa que está a chegar ao limite da sua capacidade de ajuda aos migrantes

A atual situação dos migrantes que chegam a Portugal está a preocupar a Cáritas, que se começa a confrontar com falta de capacidade humana e material para ajudar esta população, instando o Estado a cumprir a sua parte.

© Facebook Open Arms

 

A preocupação foi transmitida hoje por aquela organização da sociedade civil através de um comunicado, emitido após o fim de uma reunião do Conselho Geral da Cáritas Portuguesa, que teve lugar entre os dias 15 e 17 de março, na Diocese do Algarve.

“A atual situação do apoio a migrantes em Portugal e a forma como está a ser feito o acompanhamento a quem chega ao nosso país levanta preocupações à rede Cáritas que foram debatidas neste Conselho Geral”, afirma a organização.

Sublinhando o facto de ter no centro da sua missão “a pessoa e as suas necessidades”, a Cáritas afirma que “tem vindo a desempenhar todo um trabalho, para o qual carece de recursos humanos, financeiros e/ou materiais”.

Manifestando-se disponível para continuar a colaborar, alerta, contudo, que “está neste momento a atingir o limite da sua capacidade”, relembrando “às entidades públicas do Estado, as suas especiais responsabilidades na resposta eficaz às necessidades dos migrantes”.

“Tendo a Cáritas um papel supletivo, não poderá continuar a substituir-se às competências do Estado. É urgente que se conheça a estratégia e os recursos para garantir uma resposta a estas pessoas e famílias respeitando a sua liberdade de partir ou de ficar”, avisa a organização.

O Conselho Geral da Cáritas considerou ainda que, apesar de a informação acerca do “bom estado da saúde da economia” descansar muita gente, esta realidade “não corresponde à situação de muitas pessoas”, pelo que é necessário que o “desenvolvimento da sociedade seja abrangente a toda população”.

“Caso contrário, edifica-se uma sociedade não justa e perigosa para todos”, alerta.

Últimas do País

Sete pessoas morreram nas estradas entre 08 e 14 de setembro, menos três do que no mesmo período do ano passado, quando decorreu a campanha 'Cinto-me vivo', realizada pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), GNR e PSP.
Fiscalização descobriu um estabelecimento comercial em Algueirão-Mem Martins que estava a ser utilizado como residência permanente por várias pessoas. Operação nasceu de denúncias sobre alegadas habitações ilegais dentro de lojas e suspeitas de crianças em risco.
Uma pessoa morreu hoje junto ao apeadeiro da Aguda, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, depois de ter sido colhida por um comboio e a Linha do Norte foi retomada em via única.
Os portugueses já pagaram mais de dois mil milhões de euros em portagens para atravessar as pontes sobre o Tejo, um valor que supera em mais de duas vezes o custo nominal original das duas infraestruturas. Perante décadas de cobrança e uma fatura que continua a aumentar todos os anos, o CHEGA quer agora acabar com as portagens nas duas travessias do Tejo, através de uma iniciativa já entregue na Assembleia da República.
A PSP registou seis infrações nas primeiras horas do primeiro dia de proibição de veículos pesados sem destino às cidades do Porto ou de Gaia na Via de Cintura Interna (VCI), revelou hoje fonte do Comando Metropolitano do Porto.
O Ministério Público abriu um inquérito ao diretor nacional e a outros dirigentes da Polícia Judiciária por alegados crimes de falsas declarações e abuso de poder, confirmou a Procuradoria-Geral da República (PGR).
As autoridades policiais detiveram hoje nove pessoas suspeitas de auxílio ao tráfico de estupefacientes e apreenderam 100 jerricãs com combustível, no concelho de Albufeira, anunciou a Unidade de Controlo Costeiro da GNR.
O Infarmed proibiu a exportação este mês de 51 medicamentos, entre os quais fármacos indicados para o tratamento de vários cancros, de crises de enxaqueca e antidepressivos, segundo uma circular informativa hoje divulgada.
A Unidade Local de Saúde (UL) de Castelo Branco alertou esta segunda-feira para a presença no concelho do mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.
A qualidade do ar deverá ser afetada hoje e terça-feira por poeiras do norte de África, levando a DGS a recomendar à população que evite esforços ao ar livre e aos mais vulneráveis para permanecerem em casa quando possível.