Guardas prisionais exigem reunião com nova ministra até final de abril

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional exigiu hoje uma reunião com a nova ministra da Justiça até ao final de abril, considerando ser urgente discutir a atual situação dos serviços prisionais “antes que aconteça uma catástrofe”.

© D.R.

“Temos que falar seriamente dos serviços prisionais antes que uma catástrofe aconteça e nós depositamos confiança para já neste novo Executivo e na senhora ministra”, disse à Lusa Frederico Morais, dirigente do sindicato que representa os guardas prisionais, a propósito da nomeação da ministra da Justiça, Rita Júdice.

O sindicalista avançou que a reunião com a nova ministra tem que ocorrer “com maior brevidade possível”, estabelecendo como prazo o fim de abril, uma vez que é importante expor “os graves problemas” do sistema prisional, nomeadamente falta de segurança, de efetivos, valorização salarial e a atribuição de um suplemento de missão equivalente ao da Polícia Judiciária.

Segundo Frederico Morais, criar atratividade na carreira de guarda prisional é o problema que necessita de ser resolvido com maior urgência, tendo em conta que há “uma enorme falta de guardas”.

“Faltam cerca de 1.500 guardas prisionais e se não criarmos atratividade, podem abrir os concursos que quiserem, que ninguém vem para a carreira”, disse, relembrando as agressões que os guardas prisionais têm sido alvo nos últimos meses por parte dos reclusos.

Estas agressões têm a ver, segundo o dirigente do sindicato, com a falta de pessoal que origina “falta de segurança” nas cadeias.

“Temos urgência em resolver os problemas”, precisou, ameaçando com “greves de maneira a parar as cadeias e como nunca foi visto em Portugal” caso a nova ministra não receba o sindicato para resolver os problemas.

A advogada Rita Alarcão Júdice, filha do antigo bastonário da Ordem dos Advogados e antigo dirigente social-democrata da distrital de Lisboa do PSD, José Miguel Júdice, vai ser a nova ministra da Justiça do Governo liderado por Luís Montenegro, tendo sido sócia da sociedade de advogados PLMJ entre 2013 e 2023.

O primeiro-ministro indigitado, Luís Montenegro, e os ministros do XXIV Governo Constitucional tomam posse na terça-feira e os secretários de Estado dois dias depois, estando o debate do programa de Governo marcado para 11 e 12 de abril.

Últimas do País

Um homem de 34 anos suspeito de vários assaltos a postos de abastecimento de combustível, e outros estabelecimentos comerciais ocorridos nos últimos meses em Aveiro, vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, informou hoje a PSP.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve na quinta-feira, no Aeroporto de Lisboa, uma mulher procurada pelas autoridades da Dinamarca, país de onde fugiu acompanhada por um filho menor, à guarda do progenitor, foi hoje divulgado.
O homem de 49 anos que tinha sido detido este mês por suspeita de atear vários incêndios florestais em Águeda, no distrito de Aveiro, voltou a ser detido pelo mesmo crime, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve em Lisboa um cidadão estrangeiro, de 32 anos, procurado pelas autoridades brasileiras por um crime de tráfico de droga, foi hoje divulgado.
A GNR contabilizou hoje de manhã 380 camiões na marcha lenta organizada por empresários do setor das terraplanagens e realçou que o protesto decorreu sem incidentes.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) registou um total de 99 acidentes nas estradas da Região Autónoma da Madeira na última semana, que fizeram 29 feridos, quatro dos quais graves, e uma vítima mortal.
Luísa Ribeiro integra uma das equipas candidatas à liderança da televisão pública, mas mantém um processo contra o Estado e a Presidência do Conselho de Ministros, precisamente a área governativa que tutela a RTP. Caso estará relacionado com a sua saída da administração da AIMA.
O Ministério Público (MP) acusou de homicídio qualificado um homem de 51 anos que, em dezembro de 2025, matou a golpes de enxada uma vizinha de 71 anos em Adaúfe, Braga, por causa de uma dívida de 35 euros.
O Presidente da Junta de São Marcos da Serra é acusado de ter feito uma denuncia falsa à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens depois de estes o terem enfrentado. Questionado pela Sábado sobre se ainda tem condições para continuar, Márcio Coelho responde: "Obviamente".
O presidente do CHEGA, André Ventura, lamentou hoje a morte de uma bombeira de 24 anos que combatia um incêndio florestal em Resende e destacou a sua "coragem, dedicação e sacrifício".