UE vai financiar eletrificação de operações em terra da nove areroportos da ANA

O projeto de eletrificação das operações em terra em nove aeroportos portugueses geridos pela ANA foi hoje escolhido para financiamento da União Europeia (UE), no âmbito do desenvolvimento de infraestruturas para combustíveis alternativos.

© D.R.

A verba recomendada para financiamento é de mais de 55,1 milhões de euros (55.108.908,00 euros), num custo total de quase 184 milhões.

O projeto da ANA (eGOANA) prevê a instalação de 589 carregadores para equipamento de apoio em terra, 92 unidades de ar pré-condicionado com 125 fichas, 73 unidades de fornecimento de energia em terra com 107 fichas e painéis solares para descarbonizar todas as operações em terra no lado ar, formado pela área entre a segurança e as portas de embarque e desembarque.

O financiamento será feito no âmbito do cumprimento dos objetivos do Pacto Verde europeu e sai da fatia destinada aos combustíveis alternativos do Mecanismo Interligar a Europa.

A ANA é a empresa responsável pela gestão de 10 aeroportos em Portugal continental – Lisboa, Porto, Faro e Terminal Civil de Beja (este excluído do projeto), na Região Autónoma dos Açores (Ponta Delgada, Horta, Santa Maria e Flores) e na Região Autónoma da Madeira (Madeira e Porto Santo).

Últimas de Economia

Portugal dispõe de reservas para 93 dias de consumo, num cenário de disrupção, indicou a ENSE, ressalvando que as importações nacionais não têm exposição a Ormuz nas quantidades de mercadorias adquiridas e transportadas.
A referência europeia para o preço do gás natural, o contrato TTF (Title Transfer Facility) negociado nos Países Baixos, subiu mais de 33% por volta das 09:40 (hora de Portugal Continental), justificado pela nova onda de ataques no Irão.
O índice de produção industrial registou uma variação homóloga de 1,2% em janeiro, 0,5 pontos percentuais (p.p.) inferior à observada em dezembro, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 6,1 mil milhões de euros em janeiro, para 280.857 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A bolsa de Lisboa negocia hoje em baixa, com 15 títulos do PSI a descer, orientados pelos do BCP (-4,33% para 0,85 euros), e com os da Galp a subir 5,68%.
A inflação aumentou para 2,1% em fevereiro de 2026, ficando 0,2 pontos percentuais acima da variação de janeiro, estimou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A bolsa de Lisboa negociava hoje em alta, com o PSI a subir para um novo máximo desde junho de 2008 e com a EDP Renováveis a valorizar-se 2,82% para 13,51 euros.
O cabaz de bens essenciais encareceu 37,8% e custa agora mais 69,56 euros desde o início da guerra na Ucrânia. Fevereiro trouxe novo máximo histórico: 253,19 euros por 63 produtos básicos, segundo a DECO PROteste.
Os empréstimos para habitação cresceram 10,4% em janeiro, em termos anuais, a maior taxa de crescimento anual desde fevereiro de 2006, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
O líder do CHEGA defendeu, esta quarta-feira, uma isenção prolongada de IMI para as casas e empresas localizadas nos municípios afetados pelas intempéries e indicou que o Governo "admitiu a possibilidade" de estudar esta medida, desde que com critérios.