Subsídio ao cuidador informal deixa de contar como rendimento

O subsídio de apoio ao cuidador informal deixa de ser considerado rendimento, anunciou hoje o Governo, uma situação que fazia com que alguns cuidadores sofressem cortes noutras prestações sociais, como o abono de família.

© D.R.

Em comunicado, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS) adianta que desta forma está resolvido “o problema criado por um decreto regulamentar de 2022, detetado após ser implementado automaticamente pela Segurança Social”.

“O subsídio de apoio ao cuidador informal deixa de ser considerado na determinação da condição de recursos de que depende a atribuição de outras prestações sociais, como o abono de família para crianças e jovens e o abono de família pré-natal”, lê-se no comunicado.

Em setembro foram conhecidas várias situações de cuidadores informais, que, por receberem o respetivo subsídio, tinham tido cortes noutras prestações sociais, tendo, na altura, o MTSSS contabilizado cerca de 1.600 pessoas.

Na altura, a secretária de Estado da Segurança Social, Susana Filipa Lima, explicou que os cortes não afetavam todos os cuidadores informais, mas apenas os que estavam “na franja de escalões [de rendimentos] ” e que subiram de escalão a partir do momento em que a Segurança Social passou a assumir o subsídio de apoio ao cuidador informal como rendimento.

O MTSSS diz hoje que a medida agora anunciada vai ao encontro de queixas de cidadãos e associações e que entra em vigor em 01 de janeiro de 2026.

“A decisão reverte o problema criado por um decreto regulamentar de 2022 (…) que estabeleceu as condições do reconhecimento do estatuto do cuidador informal e das respetivas medidas de apoio sem alterar a avaliação da condição de recursos na atribuição das prestações sociais”, explica o ministério.

O MTSSS salienta que o subsídio de apoio ao cuidador informal principal passa a estar integrado no subsistema de proteção familiar, em vez de no subsistema de solidariedade, como até aqui, uma vez que o objetivo “é garantir a prestação de cuidados à pessoa em situação de dependência”.

“Desta forma, o Governo evita que quem acede ao subsídio de apoio ao cuidador informal principal seja excluído de outros apoios ou veja o seu valor reduzido”, diz ainda.

Últimas de Economia

O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste encareceu 3,08 euros na última semana, para 256,71 euros, depois da descida registada na semana anterior, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a zona euro vai crescer 0,9% este ano, uma revisão em baixa face a abril, enquanto para 2027 a projeção permanece inalterada em 1,2%, no relatório divulgado hoje.
Os custos de construção de habitação nova subiram 6,9% em termos homólogos em maio, com aumentos no preço dos materiais (6,4%) e da mão-de-obra (7,5%), segundo a estimativa do INE hoje divulgada.
O consumo de energia utilizado para arrefecer as habitações na União Europeia (UE) duplicou em apenas seis anos, impulsionado pelo aumento das temperaturas e pela maior utilização de sistemas de ar condicionado, anunciou hoje o Eurostat.
A produção industrial diminuiu 3,8% em 2025 com o valor de venda dos produtos e prestação de serviços nas indústrias transformadoras a fixar-se nos 110,6 mil milhões de euros, de acordo com o Intuito Nacional de Estatística (INE).
A proposta do CHEGA para estabelecer um teto máximo de 4.500 euros líquidos nas pensões de reforma recolhe o apoio da maioria dos portugueses. Segundo uma sondagem da Aximage, 66% dos inquiridos concordam com a medida.
O consumo de eletricidade registou novos máximos na semana passada, em meses de verão, na sequência da onda de calor que se tem feito sentir em Portugal, de acordo com dados hoje divulgados pela REN.
A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em maio pelo quarto mês consecutivo, para 1,48%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do verificado no mês homólogo, divulgou hoje o Banco de Portugal.
O azeite virgem extra ficou mais caro 0,25 euros por litro para o consumidor entre janeiro e abril, face ao aumento de 0,10 euros na fase de produção, segundo os últimos dados disponíveis no Observatório dos Preços.
O consumo de eletricidade em Portugal atingiu os 27.200 gigawatts hora (GWh) no primeiro semestre, um valor 3,5% acima do período homólogo, o "mais elevado de sempre" registado no sistema nacional, de acordo com dados da REN.